Procurador preso está em sala especial no DF
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Procurador preso está em sala especial no DF

Coluna do Estadão

14 Junho 2017 | 05h30

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Desde que foi preso, o procurador Ângelo Goulart Villela ocupa uma sala do Estado-Maior da PM do Distrito Federal. Não se trata de uma cela, com grades, mas quase de um quarto, com porta, cama com colchão e armário para guardar as duas mudas de roupa a que tem direito. Banheiro e televisão são de uso coletivo. Bem diferente da Papuda, que recebeu outros presos acusados pelo delator Joesley Batista. Se a PF recebeu provas relacionadas a Michel Temer, investigado no mesmo caso, o material apreendido com Villela foi analisado apenas pela PGR.

Big Brother. O procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu um relatório sobre a condição prisional do colega. Interlocutores do procurador dizem que ele estaria propenso a fazer delação premiada, mas com a PF.

É lei. O chefe da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho, diz que não há regalias porque Villela, por ser procurador, tem direito a condições especiais. O comando da PM diz que na sala ficam presos formados em Direito e autoridades.

SINAIS PARTICULARES/DEPUTADO ALCEU MOREIRA (PMDB-RS)

ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

Flambou. O Planalto acha que o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) seria um excelente nome para relatar a denúncia de Janot contra Temer por seu estilo bom de briga. Mas a indicação antecipada pode ter queimado o movimento.

Apetite. A ala dos cabeças-brancas do PSDB associa a resistência dos cabeças-pretas a uma negociação por cargos no governo. O grupo alega que os jovens se sentem preteridos.

Bateu… Preocupado com a resistência do PSDB, o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG) perguntou ao líder Baleia Rossi (PMDB-SP), pelo grupo de WhatsApp do partido, como ficaria a aliança tucana sem defender Temer.

…levou. Defensor de Temer, Carlos Marun mandou o recado: “Atenção: para que todos se preparem para esta nova etapa do relacionamento com os tucanos, recomendo leitura do livro: Dormindo com o inimigo”.

 

Foto: Facebook João Doria

CLICK. O prefeito de São Paulo, João Doria, participou ontem da gravação do programa de Sílvio Santos, no SBT. Doria também apareceu no ‘A Praça é Nossa’.

Vaga. O nome mais cotado para o Ministério da Cultura é o do deputado André Amaral (PMDB-PB), com apoio das bancadas peemedebistas de Minas e do Rio.

Último moicano. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) perdeu ontem seu último cargo no governo. Depois de votar contra a reforma trabalhista, viu sua indicação para o comando do Distrito de Saúde Indígena de Parintins ser demitida.

Tudo nosso. A queda de braço ocorre justamente no momento em que Braga se prepara para disputar a eleição para o governo do Estado do Amazonas. A vaga da aliada do senador foi gentilmente ofertada para dois de seus principais adversários políticos: Omar Aziz e José Melo.

Mais problemas. Há grande insatisfação na base com a resistência do Planejamento em autorizar pagamento de emendas paroquiais para deputados aliados. Vai haver pressão de ministros para que Temer intervenha.
Jelimbela. O senador Paulo Paim (PT-RS) interrompeu seu voto, de quatro horas de duração, rechaçando a proposta de reforma trabalhista para tomar um chá contra a diabetes: “Vou dar a fórmula: quiabo, gengibre, ‘jelimbela’. Como é que fala? Aquela frutinha preta comprida, como é? Berinjela! E limão”.

PRONTO, FALEI!

“O pessoal diz que a bancada está dividida. Não está. Ela está apenas exercendo o exercício do contraditório”,

RICARDO TRÍPOLI, líder do PSDB na Câmara dos Deputados, sobre a resistência de deputados em apoiar o governo.

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