Presos pressionaram amigo de Temer a depor

Presos pressionaram amigo de Temer a depor

Coluna do Estadão

03 Abril 2018 | 05h00

Coronel João Baptista Lima, amigo do presidente Temer/reprodução

Na carceragem da PF em São Paulo, o coronel João Baptista Lima foi pressionado pelos demais presos na Operação Skala a prestar depoimento no inquérito que investiga possíveis ilegalidades na edição do Decreto dos Portos. Amigo do presidente Michel Temer, o coronel levou dois dias para deixar a cela e trocou poucas palavras com os demais investigados. Alguns o classificaram como “arrogante”. O temor era de que, se não falasse, as prisões seriam mantidas. Ao final, o coronel foi o único que se recusou a depor e as prisões foram revogadas.

Área VIP. Os presos foram colocados em celas separadas na superintendência da PF. Encontravam-se no corredor nos momentos em que as grades ficavam abertas para o banho de sol. Não ouviram o coronel Lima se queixar de que passou mal.

Imagem e ação. O criminalista Cristiano Benzota diz desconhecer a pressão ao seu cliente. Ele passou o dia ontem tentando explicar por que o coronel foi de cadeira de rodas para a prisão e saiu andando sem dificuldades ao ser solto.

Grades pra todos. O governo do Distrito Federal vai colocar grades no gramado da Esplanada para dividir os manifestantes durante julgamento do HC de Lula na quarta. De um lado, ficará o grupo pró-Lula. De outro, os contrários. Os protestos ficarão longe do Supremo.

Temer saves. Um ministro do Supremo favorável ao HC de Lula diz que votaria diferente se o PT ainda estivesse no poder. Ele acha que isso favoreceria a continuidade do ‘esquema’.

Joga pra frente. O depoimento do presidenciável Jair Bolsonaro na ação penal na qual é réu por injúria e apologia ao crime de estupro foi adiado e não há nova data agendada.

Quase juntos. Ele seria ouvido no mesmo dia em que seu maior rival, Luiz Inácio Lula da Silva, vai enfrentar a Justiça. Em 2014, Bolsonaro disse que a petista Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque a considera “muito feia”.

Mais um. Há uma articulação em curso no PSB para que Aldo Rebelo seja candidato a vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM).

Reclama lá. O ministro Moreira Franco recebeu recados de que, se insistisse em fazer o ex-ANTT Jorge Bastos o novo ministro da Integração Nacional, estaria comprando briga com o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Moreira ganhou o apelido de “MauReira” no Congresso.

CLICK. O STF aconselha, em mensagem afixada no elevador do prédio, a evitar usar as famosas bolsas “de marca” nas ruas e a deixá-las para ocasiões especiais.

Deu liga. Desde fevereiro o ministro da Justiça, Torquato Jardim, divide o prédio com o colega Raul Jungmann. Quem apostou que haveria choque entre os dois errou. A relação é fraternal, dizem por lá.

SINAIS PARTICULARES: Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública; por Kleber Sales

A definir. Embolou o meio de campo na escolha do sucessor do demista Mendonça Filho na Educação. O secretário Rossieli Soares da Silva virou o favorito para o MEC por ter perfil técnico e não ser filiado a partido. A secretária executiva, Maria Helena, do PSDB, é segunda opção.

Assédio. Márcio França conversou com Andrea Matarazzo (PSD). O vice-governador e candidato à reeleição disse para interlocutores que ele seria um “tremendo” nome para o seu secretariado. Só que o PSD deve fechar com João Doria.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Governo em crise costuma montar ministério de ‘notáveis’, mas Temer, sem opção, está montando time de anônimos, segundo escalão dos partidos”, DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ). 

COM NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU PEDRO VENCESLAU

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