Prender Lula não é problema, difícil é chegar até ele

Prender Lula não é problema, difícil é chegar até ele

Andreza Matais

06 Abril 2018 | 12h08

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

A ordem na Polícia Federal é ter calma caso o ex-presidente Lula não se entregue até às 17 horas desta sexta-feira, como determinou o juiz Sérgio Moro. A estratégia do petista de permanecer dentro do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo dificulta as coisas pelo tamanho do prédio e a quantidade de pessoas que pode abrigar.

Segundo delegados experientes, em qualquer princípio de tumulto a praxe é não enfrentar a massa. A reação de quem está acuado é partir para cima. Tudo o que a polícia quer evitar. Se a decisão for partir para o confronto, até para isso, a PF analisa se o prédio apresenta saídas para dispersão. É preciso que as pessoas tenham para ondem correr.

Ao permanecer no sindicato e não em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), Lula consegue um cordão de isolamento. As milhares de pessoas que cercam o prédio e estão dentro dele podem impedir o acesso da PF até o ex-presidente.

Um policial diz que, nessa situação,  o melhor a se fazer é esperar porque um dia as pessoas vão cansar de ficar dentro do prédio. A pergunta é: –  Quanto tempo vão aguentar morando na escada do prédio do sindicato? Por isso, a estratégia é ter paciência. Tem ainda a possibilidade de todos saírem correndo ao mesmo tempo, dando chances ao ex-presidente Lula para fugir do local sem ser percebido. Razão pela qual a avaliação unânime na PF hoje é a de que “prender o Lula não é problema, mas como chegar até ele.”  (Andreza Matais)

 

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