Em fim de mandato, prefeitos elevam tarifas e atrasam os salários

Em fim de mandato, prefeitos elevam tarifas e atrasam os salários

Luiza Pollo

29 Dezembro 2016 | 05h30

jorge lapas

O prefeito de Osasco, Jorge Lapas.

Ao apagar das luzes, prefeitos que não foram reeleitos ou não disputaram novo mandato estão deixando presentes de grego para suas cidades. Na Grande São Paulo, pelo menos três importantes prefeituras (Guarulhos, Osasco e Francisco Morato) autorizaram aumento da tarifa dos ônibus nos últimos dias do ano. Em Guarulhos, por exemplo, a passagem subirá 18,5%. No Rio de Janeiro, o problema é outro. Servidores públicos de cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçú e Mesquita, estão com salários atrasados e sem previsão de pagamento por falta de caixa das prefeituras.

No caso das tarifas de ônibus, o potencial de confusão é imenso. Foi o aumento nas passagens em São Paulo e no Rio que deflagrou a onda de protestos de 2013 por todo o País. Em Osasco e Guarulhos, o PSOL promete apresentar mandado de segurança para barrar o aumento das tarifas.

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