PRB quer Russomanno fora da disputa ao governo de SP

PRB quer Russomanno fora da disputa ao governo de SP

Luiza Pollo

09 Fevereiro 2018 | 05h30

Celso Russomanno. Foto: Rafael Arbex/Estadão

Primeiro colocado nas pesquisas para o governo de São Paulo, o deputado Celso Russomanno deve desistir da disputa a pedido do PRB. O assunto começou a ser discutido numa reunião da bancada do partido na Câmara, terça, quando ele ouviu que é mais importante para a sigla que concorra à reeleição para a Câmara. Bom puxador de votos, os cálculos são de que Russomanno consegue fazer uma bancada de 22 deputados federais. Com 25% das intenções de votos para o governo, no último Datafolha, Russomanno admite que vai “ouvir o partido”.

Segundas intenções. “O PRB realmente quer que eu seja candidato a deputado para fazer mais tempo de TV e aumentar o fundo partidário. Mas ainda preciso discutir com a Executiva”, disse Russomanno. O partido recebe R$ 2,9 milhões-ano de fundo partidário, sendo que R$ 1 milhão graças aos votos dele na disputa de 2014.

Um ou outro. Há duas semanas, Russomanno conversou com o vice-governador de SP, Márcio França (PSB), e agendou um encontro com o prefeito João Doria (PSDB) para os próximos dias. A conversa servirá para selar o apoio a um dos dois pré-candidatos.

Dissipa. Pesquisas internas de partidos indicam que, se Russomanno deixar a disputa, parte dos seus eleitores fica órfã e parte segue com Paulo Skaf, candidato do MDB ao governo.

Saiu do jogo. A bancada evangélica derrubou a indicação de Guto Ferreira, nome apoiado por Celso Russomanno, para o Ministério da Indústria, e acolheu a sugestão do ex-ministro Marco Pereira, presidente do PRB, de manter o interino Marco Jorge.

Decifra-me. Mesmo políticos mais experientes não conseguem entender os movimentos do ex-presidente FHC. O tucano já sentou com Fernando Haddad (PT), Luciano Huck e sempre que pode alfineta Geraldo Alckmin. Sua intenção com isso é considerada a grande charada do mundo político.

Tu mesmo. Interlocutores de FHC dizem que ele tem defendido a oxigenação da sigla e, se não for possível, afirma sobre Alckmin que “quem não tem cão caça com gato”. Procurado, o ex-presidente não retornou.

SINAIS PARTICULARES: Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente

Imexível. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), coloca em votação na terça, 20, proposta que proíbe o contingenciamento de recursos para segurança pública, assim como já ocorre para saúde e educação.

Nova bancada. O presidenciável Álvaro Dias (PR) está negociando a filiação no Podemos dos deputados Ronaldo Nogueira (PTB-RS), ex-ministro do Trabalho do governo Temer, e do ex-goleiro e deputado Darley Hinterholz, hoje no PSD. (Após a publicação da nota, Nogueira procurou a Coluna para negar a informação).

Time. Depois de filiar os ex-jogadores Romário e Bebeto, o Podemos quer lançar a deputado os ex-jogadores Pedrinho (ex-Vasco), Felipe (ex-lateral da seleção) e o cartola Júlio Brant, que há um mês perdeu a eleição para Eurico Miranda.

CLICK. Geraldo Alckmin foi o último a chegar a jantar da bancada tucana na quarta, levantando suspeitas de que não iria, após saber que cada um pagaria sua conta.

FOTO: ISADORA PERON

Preço alto. A fama de pão-duro é alimentada pelo próprio presidenciável tucano. O atraso para o jantar, em Brasília, de duas horas, irritou deputados e poucos o esperaram. Quem saiu diz que, se ele tivesse 30% nas pesquisas, valeria o sacrifício de aguardá-lo.

O culpado. Antes do jantar, Geraldo Alckmin estava com o senador Tasso Jereissati.

Pepino. O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), sondou o deputado Alex Canziani (SP) para substituir a colega Cristiane Brasil (RJ) no ministério do Trabalho. Canziani não topou. Considerou pouco tempo para ficar no posto, já que teria que deixar o cargo em abril para concorrer à reeleição.

PRONTO, FALEI! 

Deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA)

“O PT comprou uma usina velha e enferrujada a peso de ouro para embolsar dinheiro às custas da Petrobras. Agora, quando Pasadena irá à venda, saberemos o tamanho da falcatrua. Dinheiro que o PT deveria ressarcir ao povo brasileiro”, DO EX-MINISTRO E DEPUTADO FEDERAL ANTONIO IMBASSAHY (BA), um dos primeiros a denunciar o escândalo da compra da refinaria.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA 

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