PP só negocia aliança se envolver apoio a Rodrigo Maia

PP só negocia aliança se envolver apoio a Rodrigo Maia

Coluna do Estadão

14 Maio 2018 | 05h30

Cobiçado pelos presidenciáveis, o PP só aceita negociar aliança na disputa presidencial se Rodrigo Maia (DEM-RJ) desistir da corrida. Todos os planos do partido incluem o demista, amigo pessoal do presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI). Maia tem hoje o apoio do comando do PP para ser candidato ao Planalto, a vice-presidente ou a presidente da Câmara no biênio 2019-2020. Não existe hipótese de o partido negociar seu apoio sem impor uma dessas condições, dizem seus dirigentes. A ideia é ganhar ou perder, desde que juntos.

Longo caminho. Qualquer negociação com o PDT, do presidenciável Ciro Gomes, para fazer o empresário Benjamin Steinbruch (PP) como vice na chapa necessariamente implica em garantir apoio à reeleição de Maia na Câmara. O partido é alvo de cobiça porque terá tempo considerável de TV devido ao tamanho da bancada que elegeu no último pleito.

Tô contigo. O discreto movimento do deputado Mendonça Filho (DEM-PE) para se colocar como opção de vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) irritou o presidente do DEM, ACM Neto, que não autorizou o processo.

Tudo em casa. O PSL poderá usar o dinheiro do fundo eleitoral dispensado pelo presidenciável Jair Bolsonaro na campanha de outros candidatos do partido. O TSE entende que só volta para os cofres públicos o que sobrar no caixa da sigla no final da eleição.

Me dá um dinheiro ai. Para que o candidato tenha acesso ao fundo, ele tem que fazer um requerimento por escrito ao partido. O que irá expor quem pediu e quem abriu mão do fundo.

Geni. O ministro Carlos Marun, da articulação política, virou vidraça. Congressistas reclamam que conseguem agenda com Temer, mas nao com ele. E já jogam nas costas de Marun dificuldades para aprovar a privatização da Eletrobrás.

SINAIS PARTICULARES: Carlos Marun, ministro da articulação política; por Kleber Sales

Nada consta. Na última quarta-feira, o deputado Roberto Freire (PPS-SP) foi fotografado por um eleitor enquanto comia numa padaria. O rapaz queria verificar sua ficha no aplicativo ‘Detector de Corrupção’. Sem processo, ele passou incólume.

Olha o passarinho! O aplicativo não tem feito sucesso no Congresso. Parlamentares têm reclamado do App lançado pelo Reclame Aqui, pelo qual basta a foto para ele entregar a ficha criminal do político.

Quem fala demais… Na última fase da operação Lava Jato, Déjà Vu, os procuradores destacaram que a Lei da Repatriação vem dificultando as investigações de corrupção. Os membros do MPF esqueceram, contudo, que existe uma ação no STF contra a lei, que ainda não foi julgada apenas pela demora do MPF.

Nó. A Receita Federal limitou o acesso aos dados de quem fez a repatriação, tanto internamente (entre os auditores) quanto externamente (troca de informações com as secretarias estaduais da fazenda).

CLICK. Adesivos com o nome do pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em carros de Brasília viraram cenas comuns, como este que passava pela W3 Sul.

FOTO: RAFAEL MORAES MOURA

Do fundo do baú. O ex-petista Antonio Palocci foi perguntado em seu depoimento de delação como foi o esquema de pagamento da Gamecorp, empresa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Tudo explicadinho. O setor gráfico prepara cartilha com as regras para a impressão de material na campanha. O documento será apresentado ao TSE quarta.

Analógico. Em 2005, pesquisa dos Correios mostrou que o eleitor considerava a propaganda impressa como ‘muito relevante’ na obtenção de informações sobre os candidatos.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Dida Sampaio/Estadão

“E a pergunta que não quer calar: por que nem um único líder do PT cogita o nome da ex-presidente Dilma para concorrer caso o Lula não possa?”, DO EX-MINISTRO E DEPUTADO FEDERAL OSMAR TERRA (MDB-RS).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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