PMDB impõe condições para apoiar Alckmin

PMDB impõe condições para apoiar Alckmin

Luiza Pollo

30 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Gabriela Biló/Estadão

O PMDB coloca na mesa três condições para apoiar a candidatura do governador Geraldo Alckmin ao Planalto. A primeira é o PSDB aprovar não só a reforma da Previdência como também a tributária, que voltará a ser prioridade do governo. A segunda é Alckmin se comprometer a defender o legado do presidente Michel Temer antes, durante e depois da campanha. Diz um dirigente partidário que não adianta o tucano ganhar a eleição e falar em herança maldita no dia seguinte. A terceira condição é um candidato comum ao governo de São Paulo.

Cacife. Além de ter o maior tempo de TV entre os partidos para propaganda eleitoral, o PMDB sabe que ninguém governa sem seu apoio no Congresso.

Passo adiante. O presidente do PMDB, Romero Jucá, fez chegar ao prefeito João Doria (PSDB-SP) que o partido apoia uma eventual candidatura dele ao governo de São Paulo caso as conversas se afunilem e Alckmin aceite as condições do partido.

No pacote. Um acordo com Doria significa tirar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, da disputa pelo governo. Em troca, o peemedebista receberia o apoio para uma vaga ao Senado.

Apostando… Aliados de Temer têm dúvidas sobre se Alckmin aceitaria um acordo com o PMDB. Acham que ele pode preferir apoiar uma chapa José Serra-Gilberto Kassab ao governo de São Paulo.

…no W.O. Em troca, Kassab impediria uma candidatura do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), filiado ao seu PSD, ao Planalto. O que deixaria o PMDB sem um plano B.

Sobrou. FHC foi escalado para tentar dissuadir o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, de disputar as prévias do PSDB que vão definir o candidato ao Planalto.

Só ele. O ex-presidente é tido como o único capaz de convencer Virgílio, que foi ministro do seu governo, a sair do jogo. O que permitiria o lançamento da candidatura de Alckmin neste mês e não só em fevereiro após as prévias.

Tá corrido. Com Lula e Bolsonaro já posicionados, os tucanos têm pressa para se colocar na disputa.

Coisa do Aníbal. Tucanos graúdos dizem que só souberam do documento do Instituto Teotônio Vilela que defendeu “choque de capitalismo” pelos jornais.

Não ajuda… A direção do PMDB pediu aos deputados do partido contrários à reforma da Previdência que não respondam a enquetes sobre o tema. Quer evitar contaminar outros partidos.

Provocação. A executiva do DEM convocou convenção para o dia 14. Seria dia 13, mas o deputado Efraim Filho (PB) lembrou que 13 é coisa do PT.

Sinais Particulares: Efraim Filho, líder do DEM na Câmara

CLICK. O cafezinho que o prefeito João Doria serve a quem o visita no gabinete vem em formato de coração, mesmo símbolo que acompanha seu slogan “Cidade Linda”.

Foto: Andreza Matais

Sem explicação. Chamou a atenção de ministros do STJ a defesa do governador Fernando Pimentel dizer que não entraria no mérito das acusações na sessão de ontem em que a Corte começou a discutir se aceita denúncia contra ele.

O caso. Ficou sem explicação a acusação de que o mineiro recebeu R$ 15 milhões da Odebrecht.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“A restrição ao foro privilegiado resolve o problema do Supremo, mas não o da impunidade, que depende de mudanças na legislação do processo penal”, DO MINISTRO DO SUPREMO, LUÍS ROBERTO BARROSO.

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA