Planalto deve manter parte da equipe de Lula

Planalto deve manter parte da equipe de Lula

Coluna do Estadão

13 Maio 2018 | 05h30

Ex-presidente Lula. Foto: Paulo Brazil

O ministro Joaquim de Lima (Secretaria-Geral da Presidência) tem em mãos dois estudos que tratam da redução da estrutura a que Luiz Inácio Lula da Silva tem direito como ex-presidente da República. Nos dois casos, o petista mantém assessores mesmo enquanto estiver preso, mas em menor número. O primeiro parecer reduz de oito para quatro o efetivo de servidores destacados para atender Lula. O segundo assegura ao ex-presidente o direito de continuar apenas com dois funcionários que ajudariam nas tarefas do Instituto Lula.

O saldo. Os staff de Lula custam hoje aos cofres públicos cerca de R$ 1,1 milhão por ano só com salários. As remunerações podem chegar a R$ 13 mil por mês. Despesas com viagens são cobertas pela União.

Para todos. A Presidência tem hoje 40 assessores à disposição de José Sarney (MDB), Fernando Collor de Mello (PTC), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Dilma Rousseff (PT), além de Lula. A lei não prevê interrupção em caso de prisão do ex-presidente.

Vai em frente. O presidente Michel Temer deu sinal verde para que o relator da reforma tributária, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), negocie com as bancadas na Câmara, com o Ministério da Fazenda e a Receita Federal um acordo para aprovar o texto.

Estica e puxa. A maior resistência vem da Receita. O órgão, responsável pela arrecadação, não quer uma reforma ampla, como deseja o relator. Aceita apenas pequenas modificações no ICMS, PIS e Cofins.

Mais adiante. A intervenção no Rio não impede a tramitação da PEC. Para garantir a votação no plenário da Câmara, no entanto, Hauly diz que, pode  acionar o Supremo.

Vai ou não vai? Com a publicação do acórdão do julgamento da chapa Dilma-Temer, que deve ocorrer neste mês, as atenções se voltarão à procuradora-geral, Raquel Dodge. Ela dará a palavra final e decidirá se o MP vai entrar ou não com recurso.

É fato. Se o MP recorrer, na prática, estará pedindo a cassação do mandato do presidente Temer.

Persistência. Após ter o pedido negado, o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) solicitou pela segunda vez ao relator da Lava Jato, Edson Fachin, que adie o julgamento de sua ação penal, marcada para a próxima terça-feira. A PGR é contra. Vê risco de prescrição.

Quórum. Meurer quer que a ação seja analisada pelos cinco integrantes da Segunda Turma. Alega que o ministro Dias Toffoli não participará da próxima sessão por cumprir agenda na Rússia. O deputado pode se tornar o primeiro parlamentar condenado pelo Supremo no âmbito da Lava Jato.

CLICK. A deputada Clarissa Garotinho (PROS-RJ) não deixou de comparecer à sessão de votação do cadastro positivo. “Sem babá, trouxe meu filho junto”, justificou.

COLUNA DO ESTADÃO

Do bolso. As pré-campanhas dos presidenciáveis Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) ainda não contrataram empresas para arrecadar recursos por meio de vaquinhas virtuais. Meirelles não sabe se fará. Por ora, financia a candidatura com recursos próprios.

SINAIS PARTICULARES. Ciro Gomes, presidenciável. Por Kleber Sales

Rodada. O prefeito Arthur Virgílio (PSDB) recebeu Flávio Rocha (PRB) e Rodrigo Maia (DEM) em Manaus. Quer ouvir os presidenciáveis sobre a Zona Franca. Até o desafeto Geraldo Alckmin, a quem promete oferecer café frio.

A SEMANA

Terça-feira, 15

Partidos começam arrecadações on line para a campanha

A modalidade conhecida como crowdfunding ou vaquinha virtual busca doações para arcar com despesas das campanhas.

Terça-feira, 15

Câmara deve discutir os destaques ao cadastro positivo

PT e PSOL tentam evitar envio de informações financeiras aos gestores de banco de dados sem quebra de sigilo bancário.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL COSTA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão