PGR reduz equipe que  investiga grupo político de Temer

PGR reduz equipe que investiga grupo político de Temer

Andreza Matais

16 Março 2018 | 05h30

Foto: Célio Azevedo/Agência Senado

Responsável por investigar o grupo político do presidente Michel Temer, a força-tarefa Greenfield atua desde o início de março com apenas dois procuradores de forma exclusiva – antes eram quatro. O pedido de que a equipe seja retomada está na PGR e no Conselho Superior do MPF (CSMPF) desde 18 de fevereiro. A procuradora-geral, Raquel Dodge, diz que o problema não é com ela e, sim, com o colegiado. O relator do caso, o subprocurador Mario Bonsaglia, diz que a minuta da portaria para autorizar a prorrogação aguarda a assinatura de Dodge.

Na prática. Enquanto a PGR e o conselho do MP não se entendem, a força-tarefa que engloba as operações Sépsis, Cui Bono?, Patmos e a própria Greenfield está travada e não consegue dar a celeridade necessária a cerca de 180 procedimentos instaurados.

Controle da mídia. A PGR determinou que os procuradores só poderão receber jornalistas acompanhados de assessores e as conversas serão obrigatoriamente gravadas pela assessoria de comunicação da instituição. A assessoria da PGR diz que só acompanha as entrevistas se for demandada pelos subprocuradores. 

Mudos. Dos oito pré-candidatos ao Planalto, apenas Jair Bolsonaro e Henrique Meirelles não usaram as redes sociais para se manifestar sobre a morte da vereadora Marielle Franco até o início da noite de ontem.

Nos anais. O último discurso de Marielle na Câmara de Vereadores do Rio foi no Dia da Mulher, quando também falou da intervenção federal na segurança do Rio. Ela fez sete pronunciamentos criticando a medida do governo Temer.

Jogada? O presidente do BNDES, Paulo Rabello, fez chegar ao governo que não deve mais deixar o posto para se candidatar ao Planalto. O recado foi entendido como uma tentativa dele de recuperar credibilidade interna. Rabello foi alvo da Operação Pausare.

Por fora. O presidente do PSC, Pastor Everaldo, diz que oficialmente a candidatura de Paulo Rabello pela legenda está mantida.

Tentáculos. Além de cargos no Ministério do Trabalho, o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), também acumula indicações políticas na Conab, Susep e na Casa da Moeda.

SINAIS PARTICULARES: Jovair Arantes (GO), líder o PTB na Câmara; por Kleber Sales

É fácil. Ao ouvir do pré-candidato ao governo de SP José Aníbal que ele não tem R$ 45 mil para pagar a taxa de inscrição que lhe permitirá participar das prévias, o presidente do PSDB no Estado, Pedro Tobias, recomendou que ele vendesse dois vinhos de sua adega. Aníbal desligou o telefone. (A assessoria de Pedro Tobias nega que ele tenha conversado com José Aníbal sobre a taxa)

Te saquei. Tobias vai permitir o pagamento após as prévias. Tucanos avaliam que a estratégia de Aníbal de recorrer à Justiça por causa do valor tem como objetivo adiar a escolha para agosto, tudo o que João Doria não quer.

CLICK. Crianças participam de cerimônia no Planalto, ao lado do presidente Michel Temer, usando boné do programa “Segundo Tempo”, criado pela petista Dilma Rousseff.

Foto Marcos Corrêa/PR

Má fama. A direção do PR decidiu mudar de nome. E fará isso antes das eleições. Quer se livrar do carimbo de legenda envolvida em escândalos. Deverá adotar o antigo nome Partido Liberal e não pretende fazer alterações no estatuto.

Nova direção. O PR deverá escolher o deputado Capitão Augusto (SP) como novo presidente. O cargo é ocupado interinamente pelo vice Tadeu Candelária, que substitui Antônio Carlos Rodrigues, licenciado após ser preso em dezembro pela Polícia Federal.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Sergio de Castro/Estadão

“Eu talvez seja o que mais indicou ministros no Supremo e nunca liguei pra pedir favor. E não vou ligar”, DO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, sobre a Corte não votar seu pedido de HC

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU FABIO SERAPIÃO

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