Petrobrás amplia rigor para contratar agências de propaganda

Petrobrás amplia rigor para contratar agências de propaganda

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Luiza Pollo

11 Dezembro 2016 | 05h00

Nota atualizada às 15h25 de segunda-feira, 12.

 

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A Lava Jato mudou a forma como a Petrobrás vai contratar as agências de propaganda e marketing. Elas terão de responder a um questionário com 31 perguntas, entre as quais se algum integrante já foi preso, acusado, investigado, processado ou condenado por fraude ou corrupção; se a companhia já se envolveu em fraudes; se tem operações comerciais em alguns paraísos fiscais e, até mesmo, se conhece a legislação anticorrupção. É a primeira vez que o “teste de integridade” consta da concorrência de R$ 550 milhões, a maior do governo federal.

A Petrobrás também pergunta se a empresa ou consorciada já ofertou propina ou benefício a qualquer autoridade do governo federal ou no exterior nos últimos anos.

As atuais detentoras das contas são NBS e Heads, esta última foi citada no escândalo de corrupção da Lava Jato envolvendo casal de ex-ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo.

COM A PALAVRA A HEADS:

“Diferentemente do informado na Coluna do Estadão deste domingo, 11, a Heads Propaganda nunca foi citada no âmbito na Lava Jato. A agência reforça que já respondeu aos procedimentos internos da Petrobras em relação às questões de integridade e foi aprovada sem ressalvas. Lamentamos o fato de não termos sido procurados pelo jornal antes da publicação de uma nota com esse teor”.

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