Para aliados, segunda denúncia será derrotada

Para aliados, segunda denúncia será derrotada

Coluna do Estadão

08 Setembro 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Os principais líderes governistas já avaliam que a reviravolta na delação do empresário Joesley Batista deve enterrar a segunda denúncia a ser apresentada pela PGR contra o presidente Michel Temer. A avaliação foi consenso ontem durante almoço na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com a presença de Temer. Os governistas sabem que a denúncia virá e servirá como uma espécie de marco da despedida de Rodrigo Janot do posto de procurador. Mas apostam que o clima mudou e ela será derrubada na Câmara, sem dificuldade.

Baixo nível. No almoço de ontem na casa de Rodrigo Maia, Michel Temer considerou “sórdidos, horrorosos e chulos” os comentários do áudio do empresário Joesley Batista feitos sobre a presidente do Supremo, Cármen Lúcia.

Se fosse outro… Michel Temer se disse assustado com o “nível” das conversas e lamentou ter sido “esse pessoal que jogou o nome dele na lama”.

Punição já. O presidente também enfatizou a necessidade de “punições drásticas” ao ex-procurador Marcello Miller e ao empresário Joesley Batista sob pena de outras negociações caírem em descrédito.

Rega-bofe. A dobradinha servida por Rodrigo Maia, na residência oficial da Câmara, foi oferecida pelo deputado Heráclito Fortes (PSB-PI). Para o brinde, serviram vinho e três tipos diferentes de vodca.

Com ferro fere… Governistas defendem o uso da teoria do domínio do fato contra Rodrigo Janot para que ele responda pelas atitudes do seu ex-braço direito Marcello Miller, novo alvo da delação da J&F. A tese foi lançada pelo Ministério Público para condenar petistas no mensalão.

Tomou doril. Desde que o novo áudio de Joesley Batista apareceu, Miller não falou com nenhum dos ex-companheiros de PGR, incluindo Janot. Ele presta depoimento hoje no Rio.

Fala agora. Depois de causar polêmica ao fazer comentários machistas no áudio recuperado, Joesley teve pela frente, no depoimento ontem, uma procuradora e uma subprocuradora consideradas linha-dura.

Mato no peito. Tem chamado a atenção a diferença na estratégia de defesa adotada pela J&F em relação à escolhida pela Odebrecht. Ao contrário da construtora, a J&F chamou para o comando da empresa a responsabilidade pelas irregularidades cometidas.

Business. A avaliação é de que a tática usada foi uma decisão baseada em puro caráter comercial, já que serve para blindar as empresas do grupo contra a contaminação provocada pelo escândalo. Além disso, facilita a venda dessas empresas para captar recursos.

CLICK. No desfile de 7 de Setembro, o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz, que estava preso, festejou a liberdade ao lado da mulher, deputada Raquel Muniz.

Foto: Instagram Raquel Muniz

 

Bate-pronto. Habitual crítico de Lula, o prefeito de São Paulo, João Doria, reabriu a bateria depois das acusações feitas por Antonio Palocci. “O depoimento de Palocci é um diploma de PhD em corrupção para Lula. Vai para o câmpus da PF em Curitiba.”

SINAIS PARTICULARES – JOÃO DORIA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

Sem luxo. O deputado André Fufuca (PP-MA) dispensou o jatinho da FAB a que tinha direito por presidir interinamente a Câmara durante uma semana e voltou para o Maranhão no fim de semana usando um voo comercial.

 

PRONTO, FALEI!

“JBS desintegrou. Malandros demais. Vão desintegrar jurídica e economicamente. Acabou a farra do boi”, DO VEREADOR CÉSAR MAIA (DEM-RJ) sobre a reviravolta na delação de Joesley Batista.

 

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