MPF investiga gasto de cota aérea de ex-presidente dos Correios

MPF investiga gasto de cota aérea de ex-presidente dos Correios

Coluna do Estadão

08 Maio 2018 | 05h30

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal no DF instaurou inquérito civil contra o ex-presidente dos Correios Guilherme Campos. Ele é acusado de usar R$ 80,3 mil da empresa com passagens aéreas de ida e volta para Campinas (SP), onde mora e tem sua base eleitoral. O ex-dirigente deixou o cargo em 6 de abril para concorrer a deputado federal pelo PSD. Como justificativa para as viagens, sempre em fim e início de semana, alegou “necessidade de serviço”. A suspeita é de que ele usou dinheiro público para voltar para casa. Despesa que não é coberta pelos Correios.

Com a palavra. “Viajei muitas vezes a São Paulo, que fica ao lado de Campinas, porque lá os Correios têm a maior parte das suas operações e precisei despachar no escritório local. Estou tranquilo. Não cometi nenhuma ilegalidade”, diz Guilherme Campos. Foi na gestão dele que os Correios aprovaram proposta de fechamento de agências e demissões de servidores, como revelou a Coluna.

Sem palavras. A assessoria dos Correios afirma que a empresa não vai comentar os gastos com passagens do ex-presidente porque o tema é alvo de uma apuração interna sigilosa.

Agora vai. Há cinco anos registrando prejuízo consecutivo, o balanço dos Correios, que será divulgado nos próximos dias, deve quebrar essa sequência. “O País vai se surpreender”, diz Carlos Fortner, presidente interino da empresa.

Desgastou. Após 20 anos no poder e sem um nome viável eleitoralmente, o PSDB abriu mão de lançar candidato próprio na disputa pela sucessão do governador do Pará, Simão Jatene. Os tucanos vão apoiar o deputado estadual Márcio Miranda, do DEM, em troca de indicar o vice na chapa.

Aliado? Com essa composição local, se quiser palanque no Pará, Geraldo Alckmin terá de apoiar o nome do DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que também é pré-candidato à Presidência.

Cabo de guerra. A prioridade dos líderes de oposição na Câmara dos Deputados é votar o projeto de lei que define regras para proteger dados de usuários da internet, especialmente nas redes sociais. Já os governistas vão insistir para votar o projeto que cria o cadastro positivo, a autonomia do Banco Central e privatização da Eletrobrás.

Quero ser pop. Michel Temer tenta melhorar sua imagem no Norte e Nordeste. Destacou o ministro Alberto Beltrame (Desenvolvimento Social) para fazer uma turnê propagando o reajuste do Bolsa Família.

Ensaiando. O ministro vai com a missão de desmistificar “boatos” e fake news em torno do programa.

Cala boca. O líder de governo, Aguinaldo Ribeiro (PP), pediu a Rodrigo Maia que proíba líderes de discursar para acelerar as votações. Maia não quis nem ouvir a medida impopular.

CLICK. O cachorro Picoly (foto), resgatado por Marcela Temer no Lago Paranoá, foi presente de Antonio, neto do deputado Heráclito Fortes, a Michelzinho, filho de Temer.

FOTO: INSTAGRAM NORMA TEDESCHI

Pai da criança. A base de Temer começa a se rebelar contra o envio de 6,5 mil ambulâncias às prefeituras. A reclamação é de que o governo mandou só uma viatura para cidades com vários aliados. Assim, todos tentam assumir a paternidade.

SINAIS PARTICULARES. Michel Temer e Rodrigo Maia, presidentes da República e da Câmara; por Kleber Sales

Amigos. A relação de Michel Temer com Rodrigo Maia está na melhor fase desde o início do governo do emedebista. Temer atrasou uma palestra na ESPM na sexta-feira passada para estender conversa com Maia de 50 minutos.

PRONTO, FALEI!

Márcio França. Foto : Flavio Corvello/Estadão

“Aprendi com Mário Covas que existem pecados capitais na política. O primeiro é furar a fila. Se você fura a fila, nunca mais tem votos”, DO GOVERNADOR DE SÃO PAULO, MÁRCIO FRANÇA, candidato à releição, em recado para João Doria (PSDB), seu adversário na disputa.

COM REPORTAGEM NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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