Ministros vão retaliar MPF dando poder à PF

Ministros vão retaliar MPF dando poder à PF

Coluna do Estadão

01 Maio 2018 | 05h30

Prédio do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação

Um dos argumentos que será usado por ministros do STF para defender que a Polícia Federal faça delação premiada é que a medida enfraquece o poder do Ministério Público, detentor da prerrogativa. O tema, que deve ser pautado em breve pela ministra Cármen Lúcia, começou a ser julgado em dezembro passado, mas foi adiado porque os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski estavam ausentes. Na ocasião, a maioria votou a favor das polícias firmarem acordos de colaboração, mas divergiram sobre o aval do MP para a homologação.

Novo delator. A discussão voltou aos holofotes depois de o ex-ministro Antônio Palocci fechar um acordo com a PF, sem a participação dos procuradores.

Sem abusos. Entre os acordos do MPF mais polêmicos está o que garantia o perdão judicial ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, e que foi revogado meses depois de concedido pelo então procurador-geral, Rodrigo Janot.

Base convocada. O governo mobiliza uma força-tarefa para convencer parlamentares a marcar presença na sessão do Congresso, na quarta, para aprovar a inclusão no Orçamento de R$ 1,3 bilhão necessário ao fundo garantidor de exportações para pagar financiamentos do BNDES e do Credit Suisse.

Vira o disco. O Planalto vai usar o antigo discurso de que a “culpa é do governo anterior” para tentar vencer a resistência de deputados e senadores em aprovar a medida que vai cobrir o calote da Venezuela e de Moçambique.

Muy amigos. Por falar em Venezuela, o empresário Joesley Batista tem uma bandeira do país na sala da casa dele, em São Paulo.

Não tá fácil. O ex-ministro Joaquim Barbosa nem sequer bateu o martelo se será o candidato do PSB ao Planalto e já tem se estranhado com pessebistas. A aliados, o secretário-geral da sigla, Renato Casagrande, confidenciou estar “difícil a relação” com Barbosa.

Puxadora de voto. A Rede, de Marina Silva, tenta convencer Eliana Calmon a ser candidata a deputada federal na Bahia. Em 2014, ela disputou o Senado pelo PSB, mas não se elegeu.

SINAIS PARTICULARES. Marina Silva, pré-candidata da Rede ao Planalto; por Kleber Sales

Língua afiada. Em sessão de março do Conselho Superior do MPF, a subprocuradora Lindôra Araújo não poupou críticas ao corregedor nacional Orlando Rochadel, que ela chamou de “esse senhor”.

Polêmica. Lindôra afirmou que Rochadel “levou muita gente” e gastou R$ 400 mil em uma correição realizada no Amazonas. “Até foto em barco tirou.” Na reunião seguinte, porém, a conselheira pediu desculpas pela acusação.

CLICK. O vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) visitou José Dirceu no final de semana. Condenado, o ex-ministro de Lula pode ser preso a qualquer momento.

Foto: Facebook Eduardo Suplicy

Dever de casa. A Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil prepara para junho a consolidação de todos os decretos presidenciais desde 1889, início do período republicano. A intenção é organizar e setorizar todos as leis em um único site para ajudar em pesquisas e facilitar o acesso.

Na mira. O ministro Helton Yomura (Trabalho) nomeou Renato Araújo Júnior para a coordenadoria-geral de Registro Sindical. Ele é acusado pelo MPF de manipular processos de registro para favorecer entidades em detrimento de outras.

PRONTO, FALEI!

O deputado Efraim Filho. Foto: André Dusek/Estadão

“A Câmara não vai poder reclamar diante da sua omissão, mas terá que levar o fim do foro aos Três Poderes”, DO DEPUTADO EFRAIM FILHO (DEM-PB), RELATOR DA PEC DO FORO, sobre o julgamento desta quarta-feira, 2, no Supremo.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE, LEONEL ROCHA E ISADORA PERON

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