Manobra na CCJ pode pôr em risco ministros

Manobra na CCJ pode pôr em risco ministros

Coluna do Estadão

30 Setembro 2017 | 05h28

SINAIS PARTICULARES – BONIFÁCIO DE ANDRADA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

Cresce na Câmara uma manobra que pode dar dor de cabeça para o governo. A ideia é que a denúncia contra Michel Temer, que envolve os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, seja votada separadamente. O relator será um só, como decidiu o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), diante de pedidos para que a denúncia fosse desmembrada. O plano B é fazer um parecer único, relatado pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), mas que leve os deputados a votar três vezes, decidindo separadamente sobre cada denunciado.

Há chances. O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco, disse à Coluna que, se vier um pedido para que a votação seja separada, vai analisar. Mas, se insistirem com o desmembramento, voltará a indeferir.

Tenta… Se o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), substituir o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) da CCJ para impedir que ele relate a 2.ª denúncia contra Temer, já há alternativa.

…Pra ver. A saída será outro partido aliado ceder a vaga na CCJ para Bonifácio. Assim, ele continua relator. Cabeças brancas do PSDB avisam, contudo, que se Tripoli ousar mexer com o deputado perderá a liderança.

Reaproximação. Michel Temer vai se reunir com o governador Geraldo Alckmin na próxima segunda para uma agenda administrativa. A última vez que se encontraram no Planalto foi em 7 de março. Fora dele, em 24 de agosto.

Não esquece. A relação dos dois estremeceu depois que 11 dos 12 deputados da bancada paulista do PSDB votaram a favor da 1.ª denúncia. Fato que Temer credita na conta de Alckmin.

Ponta do lápis. Senadores contabilizam 58 votos contrários ao afastamento de Aécio Neves (MG) do mandato e ao recolhimento noturno. São necessários 41 para derrubar as punições ordenadas pelo STF.

Pensa aí. A presidente do STF, Cármen Lúcia, conversou ontem com o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Avisou que vota dia 11 ação sobre afastamento de parlamentares. O Senado não quer esperar para resolver o caso de Aécio.

Réplica. Eduardo Cunha revidou os ataques do senador Renan Calheiros, que em depoimento à PF disse que o ex-deputado inventou fatos para incriminá-lo.

Bateu… Em nota, diz que Renan “parece ter fixação” nele e que nunca pretendeu incriminá-lo em qualquer malfeito, “até porque não é necessário”. “O seu passado, o seu presente e quiçá o seu futuro já o condenam.”

…Levou. Cunha, que está preso, termina praguejando Renan: “O fim do foro, se ocorrer, levará ao fim da sua impunidade”.

CLICK. Cerca de 200 bicicletas estão amontoadas numa unidade dos Correios em São José do Rio Preto. A empresa informa que estão ali porque serão vendidas.

Foto: Coluna do Estadão

Nem tanto. “Joia da coroa” do programa de concessões, o aeroporto de Congonhas não é unanimidade absoluta entre investidores estrangeiros.

Medinho. Plantado no meio da cidade, cercado por prédios altos e com pouco espaço para expansão, é visto como empreendimento que envolve risco.

Combo. Alguns fundos internacionais olham com mais interesse para os aeroportos que o governo vai leiloar em “combos”, como por exemplo o do Recife.

PRONTO, FALEI!

“Dilma disse que Lula será candidato vivo ou morto. Está errada. Será candidato preso ou solto, a depender da nossa Justiça”, DE ROBERTO JEFFERSON, PRESIDENTE NACIONAL DO PTB, sobre a candidatura do petista.

 

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