Investigação faz Temer rever reforma ministerial

Investigação faz Temer rever reforma ministerial

Luiza Pollo

07 Março 2018 | 05h30

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A quebra do sigilo bancário de Michel Temer pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso ameaça alterar o xadrez da reforma ministerial prevista para o mês que vem. Aliados de Temer começam a admitir a possibilidade de rever a estratégia de nomear perfis alinhados ao presidente independentemente dos votos que eles possam garantir no Congresso. O temor de que uma nova denúncia venha a ser apresentada pela PGR pode fazer com que Temer considere montar uma equipe capaz de derrubar na Câmara eventual pedido de investigação.

Olho no olho. O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, termina amanhã de ouvir os cerca de 15 ministros que sairão do governo para disputar as eleições. Depois, vai se reunir com Temer para escalar o novo time que entra em campo.

Tempestade. Interlocutores de Temer avaliam que a quebra do sigilo bancário dele remete a “tempos nebulosos” do governo.

Recado. Aliados do presidente fizeram chegar aos ouvidos da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o “respeito” que o presidente tem por ela.

Palanque. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que está prometida para o PP, volta a ser cobiçada pelo PMDB. Deputados da legenda admitem interesse em presidi-la.

Tô contigo… A dois dias de Rodrigo Maia se lançar na corrida ao Palácio do Planalto, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) admite que ele pode ser o candidato do governo.

…e não abro. “Maia é um nome de dentro da base e não há nada que obste essa possibilidade. Defendo que esse grupo de partidos caminhe unido e em torno daquele que tiver melhores condições eleitorais em maio”, definiu Marun.

Desconfiado. Em jantar reservado com a Agência Infra, na segunda, Maia duvidou que Temer não vá disputar as eleições. “Minha impressão é que estão trabalhando para construir o ambiente para a candidatura até julho. Se Temer está ou não nisso, não sei. Mas estão trabalhando para isso.”

Com os burros n’água. Após o STJ decidir que Lula pode ser preso em segunda instância, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) bateu no gabinete da presidente Cármen Lúcia para pressioná-la a pautar a ação no STF. Só conseguiu ser recebida por Dias Toffoli, ex-advogado do PT. (O ministro informou à Coluna que não recebeu a presidente do PT ontem. Pedimos desculpas pelo erro)

Juntos e… O ex-ministro do Supremo e advogado de Lula, Sepúlveda Pertence, foi da banca do concurso do subprocurador Francisco Sanseverino e do ministro Ribeiro Dantas. Os dois se posicionaram pela rejeição ao HC do petista.

CLICK. Ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney criou a caravana da guerreira para percorrer 30 cidades na disputa contra a reeleição do governador Flávio Dino.

Vetado. O candidato ao governo de Minas Márcio Lacerda diz não haver espaço para o prefeito Ruy Muniz disputar a vaga ao Senado na sua chapa. O PSB negocia as duas vagas de senador com outras siglas.

SINAIS PARTICULARES. Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte; por Kleber Sales

Upgrade. A candidatura do senador Álvaro Dias (Podemos-PR) ao Planalto ganhou o apoio do PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, que tem influência sobre cem deputados da bancada evangélica.

Poderoso. O presidente do PP, Ciro Nogueira, proibiu diretórios do partido de fechar alianças até 7 de abril, sob pena de nulidade.

PRONTO, FALEI!

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal, Flávio Werneck. (Roque de Sá/Agência Senado)

“A regra de adidância é ruim, mas deve ser cumprida. A segurança pública deveria ser pautada por meritocracia”, DO PRESIDENTE DO SINDIPOL-DF, FLÁVIO WERNECK, sobre o ex-diretor da Polícia Federal Fernando Segovia quebrar o rito para virar adido na Itália.

COM NAIRA TRINDADE (EDITORA INTERINA) E REPORTAGEM DE LEONEL ROCHA

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