Inquérito sigiloso apura propina em obra de SP

Inquérito sigiloso apura propina em obra de SP

Coluna do Estadão

16 Maio 2018 | 05h30

FOTO: Rodovia Carvalho Pinto/Governo de SP

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito sigiloso com base na delação da Andrade Gutierrez para investigar eventual corrupção de agentes públicos em obra da Dersa na Rodovia Carvalho Pinto, que custou ao todo R$ 1,48 bilhão. A obra foi aditada 32 vezes, o que alterou seu objeto significativamente. São alvo da investigação o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Antonio Roque Citadini, e o ex-conselheiro Eduardo Bittencourt. A Corte de contas é a segunda mais importante do País, atrás apenas do Tribunal de Contas da União (TCU).

Embrião. O inquérito foi instaurado em 9 de março a pedido da própria Andrade pela 6.ª Promotoria do Patrimônio Público. Muitas empresas que fizeram acordo de leniência têm tomado a iniciativa de ir à Justiça para não virar réu por improbidade.

Com a palavra 1. O vice-presidente do TCE, Roque Citadini, afirma “desconhecer o teor da suposta delação e que não tem conhecimento do referido inquérito”. “Informa ainda, que não possui qualquer relacionamento com a empresa mencionada.” A defesa de Eduardo Bittencourt diz que ele “jamais recebeu propina e sempre atuou com lisura e imparcialidade nos julgamentos da Corte; e muitas de suas decisões, aliás, foram contrárias aos interesses de empreiteiras”.

Com a palavra 2. A Dersa informa que, dos 32 termos aditivos do contrato (iniciado em 1990), apenas 5 se referem a verba. “Os demais são de prazo, inclusão de novas obras e alterações de cláusula”, diz. E que é parte interessada no “ressarcimento dos danos que venham a ser apurados”.

Conta comigo. A Andrade diz que “apoia toda iniciativa de combate à corrupção” e “segue colaborando com as investigações dentro do acordo de leniência”.

LEIA A ÍNTEGRA DAS DEFESAS 

O noivo. O empresário Josué Gomes, filho de José Alencar, agendou uma reunião com a cúpula do PR na próxima terça-feira, para definições de campanha.

Menos. Aliados de Rodrigo Maia acharam que ele “errou a mão” ao dizer, em entrevista ao Estado, que o ciclo do DEM com o PSDB está “terminando”.

Magoou. Em São Paulo, durante um café da manhã, Geraldo Alckmin reclamou do “tom” de Maia. O tucano foi lembrado de que recebera conselho para procurar César Maia há quatro meses, mas ignorou. O pai do deputado já sinalizou simpatia pelo tucano.

Mudo. O ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB) não irá anunciar apoio pessoal à presidenciável Marina Silva (REDE). O DEM aposta que ela desiste da campanha por falta de apoio. Aliados de Marina dizem que ela vai até o fim.

SINAIS PARTICULARES: Marina Silva, presidenciável da Rede; por Kleber Sales

Meu voto. Se continuar preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula não poderá votar nas eleições deste ano. Como o local não é uma unidade prisional, não receberá urnas eletrônicas. O petista se lançou candidato ao Planalto.

Única chance. Se Lula for transferido para um presídio até o pleito, poderá votar porque seu caso ainda não foi transitado em julgado. Se a unidade prisional for no Paraná, porém, Lula só poderá escolher o presidente. O petista não transferiu o título no prazo legal.

CLICK. Um dos articuladores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Fernando Francischini (Solidariedade) usa camiseta com #lulanacadeia.

FOTO: INSTAGRAM

Reedições. A Prefeitura de São Paulo fará contratos emergenciais até concluir o a licitação de varrição de lixo, suspensa pelo TCM. O atual será finalizado dia 13 de junho. Em substituição, serão oferecidos seis lotes emergenciais no valor total de R$ 80,4 milhões.

É oficial. O TSE autorizou, finalmente, o PMDB a se chamar MDB.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“Para o MDB ter candidato, precisa ter um nome da estatura, competência e credibilidade de Henrique Meirelles, que possa levar o partido ao 2.º turno”, DA LÍDER DO MDB NO SENADO, SIMONE TEBET.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE. COLABOROU IGOR GADELHA 

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