Huck avalia apoiar Alckmin na disputa ao Planalto

Huck avalia apoiar Alckmin na disputa ao Planalto

Luiza Pollo

16 Fevereiro 2018 | 05h30

Luciano Huck Foto: João Miguel Junior/Globo

O apresentador Luciano Huck desistiu de concorrer à eleição presidencial, mas ainda avalia apoiar algum candidato na disputa ao Planalto. Entre os presidenciáveis, Huck é mais próximo de Geraldo Alckmin. Analistas avaliam que um eventual apoio do apresentador pode até não ajudar o tucano eleitoralmente, mas para o meio político mostra aglutinação em torno da sua candidatura. É tudo o que Alckmin precisa neste momento em que patina nas pesquisas e em que busca unir o centro para evitar um 2.º turno entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro.

Tempo. A interlocutores, Huck afirma que “vai atuar mais do que nunca” no pleito deste ano, mas que “ainda não sabe” se vai apoiar diretamente um candidato ao Planalto. Ele quer pensar com calma.

Foi difícil. Huck relatou a amigos ter ficado triste com sua decisão por “estar seguro de que conseguiria formar um governo histórico”. Mas explicou que não poderia deliberar sobre isso até abril como exige o prazo da lei eleitoral.

Conversa. O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, se reuniu ontem com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo. O delegado disse a ele que é “vítima de uma armação” em torno de sua declaração à Reuters, na qual, sugeriu que o inquérito contra o presidente Temer seria arquivado.

Tá fechado. O candidato do PSDB ao governo de São Paulo ainda não foi definido, mas a vaga de vice já está acertada independentemente de quem for. Será do PSD. A sigla tem 70 prefeitos no Estado.

Malas prontas. O governo foi informado que Gilberto Kassab deixa o Ministério das Comunicações em abril, prazo final de desincompatibilização para quem vai disputar as eleições de outubro. O secretário executivo, Elton Zacarias, deve assumir a pasta.

Tarefa. Kassab diz a interlocutores que vai coordenar a campanha do PSD nos Estados. Ele é cotado para ser vice na chapa tucana ao governo paulista.

Janela. O ministro Zequinha Sarney (Meio Ambiente) vai trocar o PV, no qual é a principal estrela, pelo PSD. Ele é candidato ao Senado na eleição de outubro.

Ficou no vácuo. Vice-líder do MDB na Câmara, o deputado José Prianti (PA) questionou a direção do partido sobre a necessidade de os deputados votarem a reforma da Previdência agora e os senadores da sigla serem dispensados do sacrifício antes das eleições.

Alvo. O deputado Major Olímpio (SD-SP) entrou com representação no Ministério Público contra o secretário de Segurança de São Paulo, Mágino Alves.

Sinais Particulares: Deputado Major Olímpio (SD-SP); por Kleber Sales

Flecha. Procurador de carreira, o secretário recebe auxílio-moradia, apesar de ter imóvel em SP e de atuar no Poder Executivo.

Com a palavra. Mágino Alves diz que ainda não foi notificado, confirmou que recebe o auxílio-moradia e disse que o pagamento é regulamentado pela Procuradoria-Geral de Justiça e autorizado pelo Supremo.

CLICK. Pré-candidatos do PSDB ao governo de SP, Luiz Felipe d’Avila, Zé Anibal e Floriano Pesaro (da esq. para dir.) defendem prévias em abril, contrariando o rival João Doria.

Divulgação

Libera geral. Apenas 350 das 7 mil pessoas que responderam a enquete feita pelo Senado Federal na internet apoiaram a aprovação do projeto que torna crime a interceptação ou recepção não autorizada de sinais de TV por assinatura.

Votação. O projeto está pronto para votação na CCJ do Senado.

Réplica. Chamado de “coveiro das reformas” pelo colega Darcísio Perondi (MDB-RS), Rogério Rosso (PSD-DF) rebate: “Não posso ser coveiro de reforma que nasceu morta”.

PRONTO, FALEI!

“Após defender a candidatura de Luciano Huck, ficará ruim o PPS não lançar nome próprio ao Planalto”, DO SENADOR CRISTOVAM BUARQUE (PPS-DF), que insiste na tese minoritária no partido

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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