Governo “encolhe” PIB para fugir de pressão eleitoral

Governo “encolhe” PIB para fugir de pressão eleitoral

Luiza Pollo

25 Novembro 2017 | 05h30

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. Foto: Wilton Junior/Estadão

Foi para se livrar das pressões de parlamentares por mais gastos no ano eleitoral que o governo convenceu o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) a incluir uma previsão de crescimento do PIB no próximo ano de 2,5% e não de 3%, como desejava o tucano, que é relator de receitas da Comissão de Orçamento. O governo quer aproveitar a “sobra” para reduzir o déficit estimado em R$ 159 bilhões. O ministro Henrique Meirelles tem afirmado que vai ampliar a previsão da Fazenda. A expectativa do mercado é de crescimento acima de 3% no próximo ano.

Déficit. Se o PIB crescer só 2,5% em 2018, a arrecadação total de tributos será de R$ 1,4 trilhão. Desse valor, R$ 600 bilhões estarão comprometidos com aposentadorias, principalmente de servidores.

Sobe e desce. Os dados positivos na economia e a expectativa de bons resultados em 2018 têm feito aumentar a ala do PMDB que defende candidatura própria ao Planalto, mas não crescem na mesma medida os que acham que o presidente Temer pode se viabilizar como candidato.

Tô fora. O próprio presidente tem desanimado seus interlocutores dizendo que não tem pretensão eleitoral. O partido ainda busca um nome próprio para apresentar na disputa.

Pergunta do milhão. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), tem sido abordado por onde passa com perguntas sobre se Luciano Huck vai concorrer ao Planalto. Responde o mesmo que diz para a imprensa. “Essa é uma decisão solitária e ainda não foi tomada”, revela.

Faca de dois gumes. As especulações de que Luciano Huck já teria tomado decisão de não disputar foram estimuladas pelo apresentador e provocaram reação diversa no grupo que o apoia. Se por um lado serve para que ele ganhe tempo, de outro pode servir como contrapropaganda e reduzir chances.

Sinais Particulares: Luciano Hulck; Por Kleber Sales

O amigo. Os movimentos do advogado Roberto Bertholdo, próximo do ministro da Saúde, Ricardo Barros, que tem escritório numa casa no Lago Sul, têm chamado atenção em Brasília. Ele nega que faça lobby com empresários do setor farmacêutico. Sobre o ministro, diz que foi advogado dele e o admira.

Herança. Na expectativa de virar ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS) corre para finalizar seu parecer na CPMI da JBS. Quer deixar o documento pronto para o novo relator só assinar.

Calma. O líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi, pediu à bancada que pare de pressionar pela saída de Antonio Imbassahy e tenha paciência de esperar por duas semanas.

Garantido. Marun recebeu do líder a garantia de que será o ministro. “Se tiver a mudança, chance zero de não ser ele”, diz Rossi.

CLICK. O governador e presidenciável Geraldo Alckmin (SP) recebeu apoio de prefeitos durante liberação de R$ 47 mi de investimentos para obras em 11 municípios.

Foto: Divulgação

 

Hora do lanche. A defesa do deputado-presidiário Celso Jacob, flagrado com biscoitos e queijo na cueca, ao entrar na Papuda, decidiu que só vai explicar para quem eram os alimentos “nos autos”. O deputado está em isolamento.

Tem mais. O vereador de Petrópolis Márcio Arruda (PR), que criou o Dia do Servidor Esteticamente Bonito, também é autor da lei que propõe a implantação de centros para idosos, os quais ele chama carinhosamente de “creche para idosos”. Está no sexto mandato.

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Foto: Clayton de Souza/Estadão

“Tenho grande respeito pela família de Bolsonaro, mas não gosto do tom do deputado. Na condição de líder, haveria de cuidar mais de sua fala”, DA JURISTA JANAÍNA PASCHOAL, COAUTORA DO PEDIDO DE IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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