Funaro vai delatar propina na eleição de Cunha para presidente

Funaro vai delatar propina na eleição de Cunha para presidente

Coluna do Estadão

26 Julho 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES/Lúcio Funaro, por Kleber Sales

O operador financeiro Lúcio Funaro dirá em sua delação premiada, segundo seus interlocutores, que a eleição de Eduardo Cunha para presidência da Câmara foi comprada. Ele irá confirmar o que disse o empresário Joesley Batista, também em colaboração, de que o dinheiro veio da JBS. Joesley afirma que deu R$ 30 milhões para Cunha “sair comprando um monte de deputado Brasil a fora. Para isso que servia esses R$ 30 milhões”. Na ocasião, fevereiro de 2015, Cunha foi eleito em primeiro turno e com o apoio de 267 deputados.

Em etapas. A presidente do STF, Cármen Lúcia, optou por ler a delação de Marcos Valério antes de distribuir para relatoria. O empresário condenado no mensalão cita nomes com prerrogativa de foro.


Unidos… No jantar com Geraldo Alckmin, o DEM pediu para o PSDB não tomar decisão precipitada com relação ao governo. Apesar de se beneficiar com a queda de Temer, os demistas avaliam que não há clima para isso e a divisão só ajuda o PT.

Pegou. Integrantes da oposição admitem que o Planalto teve sucesso na estratégia de espalhar o clima de já ganhou na votação da denúncia da PGR contra Michel Temer. Acham que isso pode até ampliar o placar pró Temer, superando a marca dos 250 votos.

Facão. O corte de R$ 5,9 bilhões, anunciado pelo governo junto com o aumento de impostos, está tirando o sono de ministros e parlamentares que têm pretensões eleitorais.

Deu ruim. Sem prever que haveria mais cortes, eles prometeram liberar recursos nos seus municípios, já de olho nas eleições. Grande parte das promessas não será cumprida.

Conversa. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recebe hoje Nouriel Roubini, da New York University (NYU). Conhecido por antecipar desastres, ele foi um dos poucos que previu a crise financeira internacional de 2008.

Chororô. Os deputados Newton Cardoso (MG) e Lucio Mosquini (RO) reclamaram no grupo de WhatsApp do PMDB da promessa do governo de destinar R$ 13 milhões para garantir o Carnaval no Rio.
Deputado licenciado, o ministro Leonardo Picciani (Esportes), que é do Rio, saiu em defesa.

Vespeiro. O novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, vai tentar trocar José Paulo Martins, secretário responsável pela Lei Rouanet. Terá que medir forças com Eliseu Padilha (Casa Civil), padrinho de Martins.

Há vagas. Com a nomeação de Leitão, Temer tem duas vagas para preencher na Ancine. A de presidente e uma de diretor, que era ocupada pelo ministro.

Susto. Ao ser chamado por Temer, Leitão achava que seria indicado para comandar a Ancine, quando foi surpreendido com o convite para o ministério.

CLICK. Quem visita a Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio, se depara com a disposição dos bustos dos notáveis da história da casa, que neste mês comemora 120 anos. O busto do ditador Getúlio Vargas está em destaque no hall de entrada. Atrás, em posição mais baixa, o busto de Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, ocupa um nicho na parede onde antes era um mictório.

Coluna do Estadão

 

Menos um. O senador Ronaldo Caiado (DEM) mudou o foco e trabalha agora para ser eleito governador de Goiás. Até então, sonhava com o Planalto.

Tudo nosso. Com a ausência de João Doria e Bruno Covas do País a partir de quarta, Milton Leite (DEM), assume a Prefeitura pela 2.ª vez. Ele já agendou compromisso. Convidou Rodrigo Maia, seu colega de partido, para almoçar na sexta-feira. Desde 2008, na gestão Kassab, um presidente da Câmara não assumia duas vezes a prefeitura.

Pronto, Falei! 

“Esses bandoleiros não querem a reforma agrária. Querem o Lula e o dindim federal”, de Roberto Jefferson (PTB-RJ) sobre a série de invasões feitas ontem pelo MST por todo o Brasil.