Emenda antiaborto pode ser votada na Câmara

Emenda antiaborto pode ser votada na Câmara

Coluna do Estadão

29 Agosto 2017 | 05h30

Foto: Marcelo de Moraes/Estadão

A bancada evangélica tenta, sem alarde, aprovar na quarta-feira uma norma que inviabiliza a legalização do aborto pelo Congresso. Incluiu numa proposta de emenda constitucional (PEC) artigo definindo que a vida começa na fecundação e que, portanto, o feto tem de ser “protegido” desde então. Ao enxertar esse “princípio” na Constituição, quer encerrar de vez a discussão de projetos que permitem, por exemplo, a interrupção da gravidez até o 3.º mês de gestação. A PEC tem de ser aprovada na comissão especial antes de ir para plenário.

Jabuti. O trecho foi incluído pelo deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) em proposta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) sem relação com o tema. O texto original trata do aumento da licença-maternidade em caso de parto prematuro.

Muita calma. Aécio diz que, se a alteração no seu texto passar na Câmara, defenderá a aprovação da versão original quando a proposta voltar ao Senado. A discussão sobre quando começa a vida, diz ele, “requer um debate em separado e de natureza mais ampla nos campos da saúde, da ética e médico”.


Polêmica. “O momento do início da vida é uma questão que depende da fé ou da filosofia existencial de cada um. Não é matéria que possa ser definida por lei”, diz um ministro do STF, que decidiu que aborto até 3.º mês não é crime.

Sem choro… O critério adotado pelo governo para punir os infiéis foi o mais direto possível. Se a pessoa votou a favor da denúncia contra Michel Temer, é porque o acha corrupto, então não deve ter cargo num governo que condena.

Nem vela. A maioria das demissões já foi para o Diário Oficial. Um interlocutor do presidente garante que falta pouca coisa.

É o cara. Numa sequência de elogios, o presidente Michel Temer repetiu seis vezes o nome do ministro Eliseu Padilha durante cerimônia no Planalto ontem. “Quero manifestar mais uma vez meu reconhecimento”, frisava Temer.

Coincidência. Na mesma cerimônia, quando o ministro Padilha se levantou para discursar, o ministro Moreira Franco deixou o evento, sem ouvir o colega. E sem ser citado por Temer.

CLICK. No lançamento do filme sobre a Lava Jato, o coordenador da operação, delegado Igor Romário de Paula, admitiu que “errou algumas vezes” prevendo seu fim.

Foto: Talita Laurino

Afiando o bico. Em campanha declarada, Geraldo Alckmin almoçou ontem com os deputados federais Pedro Vilela (AL), Caio Nárcio (MG), Fábio Sousa (GO) e Eliseu Dionísio (MS). À noite, esteve com os prefeitos do ABC, na casa de Orlando Morando (São Bernardo).

Começando. Alexandre de Moraes, do STF, entrou para o Twitter. Ainda não fez nenhum comentário.

Surpresa! Não é só Michel Temer que está indo à China. Ciro Gomes chegou domingo para um debate na Universidade de Pequim.

Tá dominado. No Planalto, o discurso para minimizar qualquer impasse com a presidência da Câmara nas mãos do deputado André Fufuca (PP-MA) é de que o jovem “reza na cartilha de Rodrigo Maia”.

 

SINAIS PARTICULARES – ANDRÉ FUFUCA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

Sair por quê? O PP minimiza as acusações do delator Silval Barbosa contra o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Diz que o caso dele é de ‘pequenas causas’ e defende sua permanência no cargo.

PRONTO, FALEI!

“Para que ninguém se engane, o problema permanece, a reserva continuará extinta”, sobre recuo do governo na liberação de extração mineral na Reserva do Cobre.

 

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao

Mais conteúdo sobre:

CongressoAborto