Eleição acirra guerra entre PE e SP por controle do PSB

Eleição acirra guerra entre PE e SP por controle do PSB

Coluna do Estadão

11 Maio 2018 | 05h30

FOTO: TWITTER MARÍLIA ARRAES

A definição sobre quem o PSB vai apoiar para presidente da República, com a desistência do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa, passa por uma guerra de poder no partido. O PSB de Pernambuco privilegia uma aliança com o presidenciável do PT em troca da retirada da candidatura de Marília Arraes, que hoje faz sombra ao governador Paulo Câmara (PSB) na disputa pela reeleição. Se ela vencer, a ala pernambucana perde o controle da sigla para o grupo do governador paulista Márcio França, que está muito forte e defende o apoio ao tucano Geraldo Alckmin.

Estica e puxa. O senador Humberto Costa (PT-PE) escancarou o acordo. Na quarta-feira, defendeu da tribuna do Senado que Marília retirasse sua candidatura em prol da aliança com o PSB. O PT nacional interferiu e adiou a convenção local para o dia 10 de junho.

É guerra. Marília, que é vereadora, desembarcou em Brasília no mesmo dia para contornar o movimento. Ela avalia que vai superar o governador Paulo Câmara quando o eleitorado associá-la como a “candidata de Lula”. Por ora, ainda é a “neta do Arraes”.

O escolhido. Entre petistas é cada vez maior a aposta de que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad vai substituir Lula na disputa ao Planalto. Fora do PT, há certeza.

Ficou claro? A declaração do presidente Temer ao Broadcast Político de que acha difícil uma candidatura única de centro prosperar foi um recado para o presidente do MDB, Romero Jucá (RR). Interlocutores dizem que Temer pretendeu mostrar que é ele e não Jucá quem vai tratar de sucessão no partido.

Climão. Um dia antes, Jucá disse ao Estado que Temer não é mais candidato à reeleição e defendeu aliança do centro. Quem aposta na reeleição do presidente já tem até o mote da sua campanha: “Apesar de tudo, sou Temer”.

Outsider. DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade ainda não descartam um nome novo na disputa presidencial. Uma opção é o empresário Josué Gomes (PR). A única certeza hoje é que DEM e PP vão caminhar juntos. Quem levar o apoio de um ganha o do outro.

É público. Relator da nova lei de licitações, o deputado João Arruda (MDB-PR) vai propor a criação de um portal com a lista de todos os produtos e serviços necessários para a União, Estados e municípios. E também das firmas inadimplentes, com dívidas na Receita e envolvidas em corrupção.

Big Brother. O relator também quer obrigar as empresas que realizarem obras públicas a instalar câmeras que mostrem aos órgãos de controle a execução dos projetos ao vivo. A proposta avança no que foi aprovado pelo Senado.

CLICK. Presidenciável do PSC, Paulo Rabello de Castro selecionou 85 perguntas de internautas nas redes sociais para descrever seus planos de governo caso vença as eleições.

FOTO: LEONEL ROCHA

Referências. Único candidato declarado ao governo do Rio, o deputado Indio da Costa (PSD) diz que tem conversado com a ex-secretária de Fazenda de Goiás Ana Carla Costa e o economista Marcos Lisboa sobre como salvar as contas do Estado.

Juntos e separados. Liberados ontem para voltarem a se comunicar, Joesley e Wesley Batista chegaram a pedir permissão para se abraçar em uma audiência, em março, na Justiça Federal, em São Paulo. O juiz não entendeu inicialmente o pedido, mas terminou autorizando.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Wilton Júnior/Estadão

“Se eu resolver ser vice de Jair Bolsonaro, o PR vai aceitar a aliança”, DO SENADOR MAGNO MALTA (PR-ES), sobre o convite que recebeu do presidenciável do PSL para concorrerem juntos ao Planalto.

COM NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU BRENO PIRES 

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