Dupla candidatura de Alckmin divide tucanos

Dupla candidatura de Alckmin divide tucanos

Coluna do Estadão

14 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Amanda Perobelli/Estadão

Uma candidatura do governador Geraldo Alckmin à presidência do PSDB divide o partido. Aliados do senador Tasso Jereissati dizem que, se Alckmin assumir a sigla, não poderá disputar as prévias que vão definir o candidato ao Planalto. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, segue o raciocínio. “Se Alckmin for o presidente do partido, isso significa que meu adversário (nas prévias) passa a ser o Doria. Se Tasso não pode presidir sua própria reeleição, óbvio fica que Alckmin não poderia, nessa hipótese, presidir as prévias”, afirma.

Não pode mais. Esse grupo diz que Aécio Neves criou uma “jurisprudência tucana” ao decidir afastar Tasso da presidência da sigla para que concorresse à vaga em condição de igualdade com os demais candidatos. E que a regra agora vale nas prévias.

Tem torcida. Apesar das resistências no PSDB, não é pequeno o grupo que apoia Geraldo Alckmin para comandar a sigla. Agora fora do Ministério das Cidades, Bruno Araújo é mais um a engrossar o discurso de que sem o governador a crise continua. Oficialmente, ele apoia Marconi Perillo.


Aguarde… Antes de anunciar sua demissão na pasta das Cidades, Bruno Araújo ligou para o presidente do PSDB, Alberto Goldman, e avisou que teria “fatos novos”, sem dizer quais seriam. Goldman soube duas horas depois pela imprensa.

Cabide. Um dos principais defensores de Michel Temer no Congresso, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) pleiteia o cargo no Ministério das Cidades. Ele já foi secretário estadual de Habitação.

Pressão. Líderes governistas sugeriram ao presidente Temer colocar um nome do PMDB no Ministério das Cidades como forma de reduzir para 10 ou 15 votos a taxa de traição na bancada na votação da reforma da Previdência.

Assustou. O líder do governo Temer no Congresso, André Moura (PSC-SE), disparou pelo Twitter: “A nossa triste realidade é que não temos um governo com pulso. A criminalidade aumenta e temos os piores índices de educação”. Ele se referia ao governo de Jackson Barreto, de Sergipe.

SINAIS PARTICULARES: André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara; por Kleber Sales

Fraude. A fiscalização do Ministério do Trabalho suspendeu o pagamento de 49 mil benefícios do seguro-desemprego nos últimos 11 meses. Isso representou uma economia de R$ 633 milhões. A pasta estima que até o fim do ano as fraudes possam chegar a R$ 800 milhões.

Fantasma. O Maranhão é o Estado com mais fraudes no seguro-desemprego. Foram 16,4 mil benefícios suspensos este ano, o dobro do detectado em São Paulo. As irregularidades contam com ajuda de contadores e servidores públicos que criam CPFs sem dono.

CLICK. A Secretaria de Aviação Civil lançou uma enquete no Twitter sobre o que tornaria o voo mais agradável. As questões se limitam a internet, lanche, assento ou rapidez. Nenhuma alternativa sobre os preços das passagens.

Lenha na fogueira. No STF, as apostas são de que a decisão da ministra Cármen Lúcia de pautar a retomada do julgamento sobre foro privilegiado para dia 23/11 vai acirrar ainda mais os ânimos dentro da Corte.

Prazo. Henrique Meirelles, Fazenda, disse a interlocutores do setor financeiro que maio é o limite para aprovação da idade mínima na reforma do INSS. Depois, a eleição não deixa.

BOMBOU NAS REDES !

“Lamentável os episódios de violência e os assaltos aos turistas na Fórmula 1. É o evento de maior visibilidade da nossa São Paulo. Não podia acontecer”, DO MINISTRO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E COMUNICAÇÕES, GILBERTO KASSAB, ex-prefeito de São Paulo.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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