Diretor da PF diz que fica enquanto for preciso

Diretor da PF diz que fica enquanto for preciso

Coluna do Estadão

19 Setembro 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/ESTADÃO

 

Em teleconferência com os superintendentes da Polícia Federal nos Estados, o diretor-geral, Leandro Daiello, confirmou que ficará no cargo até quando for preciso e orientou todos a continuar fazendo o mesmo trabalho. “Mantenham tudo como está”, afirmou, segundo relatos. Daiello adiou a aposentadoria a pedido do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Com a medida, o ministro evitou que o Planalto indicasse um substituto para Daiello de fora da atual equipe do diretor-geral. Não há data para que ele deixe o posto que ocupa desde 2011.

Junto… A primeira medida de Daiello após o “dia do fico” foi criar a coordenação-geral de combate à corrupção, que será chefiada pelo delegado Josélio Azevedo de Souza.

E misturado… Sob esse guarda-chuva ficarão vinculadas as diretorias de combate a crimes financeiros, de repressão a desvio de recursos públicos e, a mais tensa, de inquéritos no STF.

Salva geral. Investigadores dizem que, se ficar comprovado que Joesley Batista foi orientado pelo então procurador Marcello Miller a gravar Temer, a nulidade da prova pode beneficiar não só o presidente, mas também Rocha Loures.

Árvore envenenada. Essa tese considera que, se os investigadores chegaram à mala de R$ 500 mil de Rocha Loures apenas com base na gravação do diálogo, essa prova também terá de ser descartada.

Lupa. O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), presidente da CPMI da JBS, vai pedir à PGR informações de entrada e saída e tempo de permanência de Marcello Miller na sede da instituição desde janeiro de 2016. O mesmo para a JBS.

Vai andar. Um acordo político deve fazer com que o relatório do novo licenciamento ambiental seja votado diretamente pelo plenário da Câmara. A proposta tem o apoio dos ruralistas e contraria ambientalistas.

CLICK. O ministro Henrique Meirelles recebe Nilson Leitão e Tereza Cristina, presidente e vice da Frente Parlamentar da Agropecuária, para falar da adesão ao Funrural.

Foto: FPA

Eu fico. Gilmar Mendes adiou em um dia viagem para a Alemanha para participar da sessão do Supremo que decidirá se suspende ou não a segunda denúncia contra Michel Temer.

Climão. O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) deixou o grupo de WhatsApp da bancada da Bala depois de um colega postar meme ironizando a fortuna de R$ 51 milhões do seu irmão, Geddel.

Mimo. Recém-filiado ao PMDB, Fernando Bezerra (PE) foi nomeado primeiro-vice-líder do governo.

Vai azedar. As diferenças dentro do PMDB entre o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), e o ministro Moreira Franco estão se ampliando.

Me deixa. O senador Eunício Oliveira (PMDB) já não descarta aliança com o governador Camilo Santana (PT) na disputa eleitoral de 2018. O peemedebista convenceu Romero Jucá a recuar do veto a alianças do partido com o PT.

SINAIS PARTICULARES – EUNÍCIO OLIVEIRA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Reação. Depois de discutir em público com Geraldo Alckmin, o deputado Major Olímpio (SD-SP) usou as redes sociais para associar o tucano à Lava Jato.

Malas prontas. O ex-deputado Aldo Rebelo marcou sua filiação ao PSB para a quarta-feira da próxima semana. Ele deixou o PCdoB por avaliar que o partido não cumprirá a promessa de se distanciar do PT.

 

PRONTO, FALEI!

“O general não falou em golpe. Alertou para a necessidade de funcionarem as instituições! É muito diferente”, DA ADVOGADA JANAÍNA PASCHOAL sobre a fala do General Mourão

 

 

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