Destituição de Tasso provoca troca de acusações entre tucanos

Leonel Rocha

09 Novembro 2017 | 18h13

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A destituição do senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina do PSDB pelo presidente licenciado Aécio Neves (MG) acirrou os ânimos entre as duas alas que disputam o poder na legenda. Os deputados Daniel Coelho (PE) e Major Rocha (AC) discursaram no plenário da Câmara e classificaram a destituição como golpe. O deputado Marcus Pestana (MG) defendeu a decisão de Aécio e disse que a máquina do partido não pode ser utilizada na campanha pela presidência da legenda.

Licenciado do mandato, o senador Ricardo Ferraço (ES) publicou no Facebook mensagem classificando a destituição como “vergonha” e “falta de pudor” de Aécio. Ferraço disse que a destituição foi provocada pela resistência de Tasso aos interesses do presidente Michel Temer. A deputada Bruna Furlan (SP) considerou a destituição de Tasso uma decisão acertada e que o presidente interino Alberto Goldmann saberá garantir o equilíbrio na disputa pela nova direção tucana em dezembro.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, que concorre com Tasso pela presidência da legenda, considerou a destituição uma decisão acertada para equilibrar a disputa entre as duas alas do partido. Tasso disse que há diferenças profundas entre ele e Aécio e que a destituição não tem como objetivo a equidade na disputa pela presidência do PSDB. “Aécio não pensa no coletivo do partido há muito tempo”, disse Tasso.