Deputado assinou ordem de serviço da Infraero

Deputado assinou ordem de serviço da Infraero

Coluna do Estadão

17 Março 2018 | 05h30

REPRODUÇÃO

A Infraero contratou a Empresa Brasileira de Soluções Aeroportuárias (EBSA) por R$ 8,6 milhões para a instalação de elevadores e escadas para embarque e desembarque no aeroporto de Campina Grande, na Paraíba. No ano anterior ao negócio, fechado em 2017, a firma tinha entre os seus sócios o atual diretor comercial da estatal, Marx Rodrigues. A ordem de serviço foi assinada em 2018 pelo presidente da Infraero, Antônio Claret, e pelo deputado Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que não tem competência para rubricar o documento.

Eu sei. O deputado Veneziano Vital do Rêgo diz que “é obvio” que “não tem atribuição para assinar ordem de serviço” e que só o fez a “convite do presidente da Infraero”. Ele não respondeu sobre sua relação com o diretor Marx Rodrigues.

FOTO: DEPUTADO VENEZIANO VITAL DO RÊGO; ARQUIVO PESSOAL

Lugar certo. Em 2008, Marx Rodrigues foi assessor parlamentar do então deputado e atual ministro do TCU Vital do Rêgo, irmão de Veneziano. Rodrigues, que também é paraibano, deixou a EBSA em janeiro de 2016. Sete meses depois, foi para a Infraero.

Com a palavra. A Infraero diz que “desconhecia a informação” de que a EBSA teve como sócio o diretor Marx Rodrigues, que a contratação se deu após processo licitatório “amplamente divulgado” e que os políticos assinam “apenas como testemunhas”.

De castigo. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, foi suspenso por seis meses da qualidade de filiado do Sindifisco Nacional. Rachid perderá o direito de ser representado pela entidade no período. Ele é acusado de atuar contra as demandas dos auditores. Procurado, sua assessoria não respondeu à Coluna.

Linha de frente. A procuradora-geral, Raquel Dodge, trabalhou pessoalmente para que a discussão sobre o fim do auxílio-moradia não fosse retomada. O STF pode acabar com o benefício. A assessoria de Dodge diz que a manifestação dela foi nos autos, na qual defendeu o penduricalho.

Fica, vai. O presidente Michel Temer pediu que o ministro Carlos Marun continue como coordenador político do governo até o fim do ano. Marun avaliava deixar a pasta para se lançar candidato ao Planalto pelo MDB.

Predicado. O nome de Marun foi defendido por seus colegas de bancada por causa da sua disposição de defender o presidente. O plano B é forçar Michel Temer a assumir a candidatura à reeleição e ocupar ele mesmo esse espaço no debate eleitoral.

SINAIS PARTICULARES: Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo; por Kleber Sales

Maia paz e amor. Líderes partidários perceberam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não vai votar nenhum projeto impopular até meados de junho para não atrapalhar seus planos de candidatura ao Planalto. O governo já sabe que não pode contar com ele.

Linha de frente. Para enfrentar as críticas diante da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, o Palácio do Planalto vai reforçar o discurso de que o caso está no colo dos bandidos e não no dele.

Juntos. O DEM e o PP de São Paulo decidiram fechar aliança eleitoral para apoiar o mesmo candidato ao governo. O prefeito paulistano João Doria (PSDB) ou o vice-governador Márcio França (PSB).

Sem vinho. O presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias, diz que não conversou com José Aníbal sobre a taxa de inscrição para as prévias do partido. Aníbal recorreu à Justiça para barrar o processo de escolha do candidato ao governo.

PRONTO, FALEI !

“Não tenho medo de cara feia, de perseguições ou de bucho grande”, DA EX-GOVERNADORA ROSEANA SARNEY, sobre o governador Flávio Dino, seu adversário na campanha ao Palácio dos Leões.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA 

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