Delegada da Acrônimo assume chefia de inquéritos contra políticos

Andreza Matais

22 Março 2018 | 14h28

A delegada Denisse Ribeiro vai assumir  inicialmente a coordenação do Grupo de Inquéritos Especiais (GINQ) da Polícia Federal, responsável pelas investigações que tramitam no Supremo contra políticos com prerrogativa de foro. O GINQ vai mudar de nome para Serviços de Inquéritos Especiais (SINQ).

Denisse conduziu o inquérito da Acrônimo, que teve como alvo o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e a Operação Quinto do Ouro, que prendeu cinco integrantes do Tribunal de Contas do Rio.

Informalmente o GINQ era liderado pelo delegado Josélio Azevedo, coordenador-geral de combate à corrupção. Como a Coluna antecipou, Josélio pediu para deixar o cargo após ser informado que o GINQ não ficaria sob seu guarda-chuva, mas da Diretoria de Investigação (DICOR).

O GINQ reúne, por exemplo, os delegados que investigam políticos com mandato pegos na Operação Lava Jato.

Formalmente, o GINQ já era vinculado à DICOR, mas na prática quem o coordenava era Josélio. O delegado esperava que uma reorganização na estrutura interna da PF, que está sendo feita pelo diretor-geral Rogério Galloro, passasse de vez o GINQ para sua coordenadoria, o que não irá ocorrer e levou ao pedido de desligamento. O chefe da  DICOR é o delegado Elzio Vicente, ex-superintendente da PF no DF. (Andreza Matais)