Defesa de Dilma critica operação para periciar gráficas da campanha de 2014

Luiza Pollo

27 Dezembro 2016 | 13h39

Foto: André Dusek/Estadão

A ex-presidente Dilma Rousseff. Foto: André Dusek/Estadão

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff rebateu, por meio de nota, a operação da Polícia Federal desta terça-feira, 27, para verificar a capacidade de empresas subcontratas por gráficas que receberam valores da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB). Autorizada pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral, a ação mira as empresas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB.

“Todas as empresas contratadas pela chapa Dilma-Temer, atenderam aos requisitos legais de regularidade jurídica e de capacidade operacional, com a integral prestação dos serviços contratados, respeitados os critérios de preço de mercado, qualidade e quantidade do produto, e prazo de entrega”, afirmou, por nota, o advogado de Dilma, Flávio Caetano. Ele lembrou ainda que as gráficas prestaram serviços a outras campanhas, como a “de Aécio Neves e José Serra nas eleições de 2014”.

A defesa demonstrou “perplexidade” com a operação em meio ao recesso judiciário “sem qualquer fundamento de urgência”. “Da mesma forma, gera indignação que tal decisão permita que sejam colhidos depoimentos pelo juiz auxiliar sem o indispensável acompanhamento pelo advogados das partes, e que também seja produzida prova pericial sem o acompanhamento pelos respectivos assistentes técnicos”, diz a nota.

 

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