Crise faz governo reavaliar indicação para CCJ

Crise faz governo reavaliar indicação para CCJ

Coluna do Estadão

31 Março 2018 | 05h30

Sinais Particulares. Daniel Vilela, deputado federal; por Kleber Sales

A escolha do deputado Daniel Vilela (MDB-GO) para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara preocupa o Planalto. Ter no comando do colegiado um candidato a governador é considerado um risco neste momento em que Temer pode enfrentar uma eventual denúncia pela PGR. A CCJ é o ponto de partida para análise. Há dúvidas sobre se Vilela jogaria para o eleitorado ou defenderia o presidente. Uma troca não será fácil. Interlocutores dizem que ele não abre mão da vaga e diz que, se quiserem trocá-lo, terão de expor as razões.

Na mira. A indicação de Daniel Vilela é do líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), que teve o pai, o ex-ministro da Agricultura de Dilma Wagner Rossi, preso na Operação Skala.

Quase lá. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agendou para terça a instalação das comissões permanentes. A maioria dos partidos já fez indicações dos presidentes à Secretaria-Geral da Mesa. Faltam PSD, PCdoB e DEM.

Discurso novo. Aliados de Michel Temer querem colar no ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, aquele flagrado com a mala de R$ 500 mil, a responsabilidade pelo inquérito dos portos. Está no enredo dizer que, se houve ilegalidade, foi fora do Palácio do Planalto.

Sem chance. Apesar da pressão, o Planalto não teme que Rocha Loures possa fazer delação premiada. O advogado de defesa dele, Cezar Bitencourt, é contra acordos de colaboração.

Calma, gente. O deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi preso, já foi para o regime domiciliar, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não decidiu o que fazer com o mandato dele. Em dezembro, o STF determinou que a Mesa Diretora da Câmara o cassasse.

Agora vai? Passados mais de três meses, Maia garante que o parecer sobre a perda de mandato de Maluf será enviado pela Corregedoria à Mesa da Câmara “nos próximos dias”.

Eu mando. Presidente do Senado, Eunício Oliveira mandou para a Comissão de Ciência e Tecnologia o projeto da nova Lei das Telecomunicações após vai e vem. Com isso, descartou votá-lo direto no plenário.

Jejum. Desde janeiro, os motoristas do Supremo, incluindo os dos ministros, não recebem vale-alimentação. A Brasfort, responsável pelos funcionários terceirizados, alegou que a nova lei trabalhista impede o pagamento do benefício quando não há convenção coletiva.

Tamo junto. Os ministros do Supremo abriram mão do vale-refeição em 2013. A Brasfort consultou o Supremo se poderia pagar o benefício e ser compensada depois, mesmo sem acordo coletivo, mas não recebeu resposta. A Corte diz que o problema é da firma.

CLICK. Ao se deparar com a propaganda de Raimundo Lira (MDB-AL), um senador brincou dizendo que, na sua terra, “independência” é sinal de “desprestígio”.

Rebelião. As sinalizações de que Eduardo Guardia pode assumir o Ministério da Fazenda vão provocar uma romaria de parlamentares ao gabinete de Temer para impedir a indicação. Congressistas o consideraram muito inflexível nas negociações do Refis.

Largadeu! Com a reeleição dada como certa, o senador Magno Mata (PR-ES) tenta emplacar um novo vice para o presidenciável Jair Bolsonaro, que o convidou para compor a chapa.

PRONTO, FALEI!

Foto: Fabio Motta/Estadão

“A PF tem que fazer seu trabalho com competência e responsabilidade, dentro da mais estrita legalidade”, DO MINISTRO DA SEGURANÇA PÚBLICA, RAUL JUNGMANN, sobre a operação que prendeu os amigos de Michel Temer.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE, LEONEL ROCHA E ISADORA PERON

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