CPMI quer abrir sigilo dos e-mails de Marcello Miller

CPMI quer abrir sigilo dos e-mails de Marcello Miller

Coluna do Estadão

26 Setembro 2017 | 05h30

Foto: Fabio Motta/Estadão

A CPMI da JBS deve aprovar hoje a quebra do sigilo dos e-mails e dos telefones do ex-procurador Marcello Miller para tentar provar que ele orientou a delação da JBS ainda quando atuava na como braço direito de Rodrigo Janot na PGR. O requerimento, do presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira, também alcança Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS. Sem assumir publicamente, integrantes da comissão admitem que esperam descobrir nos dados de Miller informações que comprometam a atuação de Janot, de quem ele era braço direito.A conta de e-mail de Miller que a CPMI quer checar é o de sua conta no Hotmail.

De olho. O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, cedeu dois delegados para apoiar a investigação legislativa, além de se comprometer com o compartilhamento de informações.

Subsídio. O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli, encomendou estudo jurídico sobre a segunda denúncia contra Temer para que a bancada decida como votar sobre o assunto.

Solução prática. Após ler as mais de 240 páginas da denúncia contra Temer, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) vai provocar a discussão sobre a necessidade de proibir a edição de medidas provisórias, várias delas compradas, segundo a acusação da PGR.

Leitor voraz. Miro Teixeira também chama a atenção para outro ponto da denúncia: “As notas de rodapé são preciosas”.

Companheirada. Rui Falcão, ex-presidente do PT, causou ontem nas redes sociais ao defender “liberdade para Vaccari e Zé Dirceu”. Levou bordoadas de internautas, que o provocaram cobrando “companheirismo” com Antonio Palocci, que também está preso e denunciou Lula.

Cadê? A Operação Zelotes estranhou as declarações de Imposto de Renda do ex-ministro Guido Mantega. Não constam das declarações justificativas para algumas receitas bancárias que pingam todo mês.

Tô por aqui. O advogado Antonio Claudio Mariz vai continuar defendendo o presidente Michel Temer em outros processos que não envolvam a delação Lúcio Funaro. Mariz deixou o caso por também ter sido citado pelo operador.

SINAIS PARTICULARES – ANTÔNIO MARIZ
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

Fecha porta. O Ministério Público junto ao TCU pediu ao ministro Bruno Dantas que proíba a Anatel de fechar acordos com operadoras até que a Corte se manifeste com relação a questionamentos que envolvem o da Telefônica.

Abre porta. A avaliação no TCU é de que o Ministério Público exagerou. Até 2016, 37 pedidos de TAC tramitavam na Anatel, com valor de R$ 9,1 bilhões. Os acordos preveem troca de multas por serviços.

Panelaço. Estudantes brasileiros da University of British Columbia, em Vancouver, no Canadá, preparam um protesto contra a Lava Jato na quinta, 28. Na data, a instituição recebe Deltan Dallagnol, que comanda a operação em Curitiba.

Pop. A palestra do ministro-presidenciável Henrique Meirelles (Fazenda), ontem, na London School of Economics, lotou os 130 lugares. Havia 50 estudantes inscritos a mais, que ficaram de fora.

CLICK. Parece um recibo de supermercado, mas é a cédula da eleição da Alemanha, que reelegeu Angela Merkel. Um terço dos alemães vota pelos Correios.

 

PRONTO, FALEI

“A esquerda continua com o discurso de que defende os pobres, mas não explica por que seu governo deixou 14 milhões de desempregados”, DA SENADORA ANA AMÉLIA LEMOS (PP-RS).

 

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
@colunadoestadao
Facebook:
facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
@colunadoestadão