Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil

Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil

Coluna do Estadão

05 Maio 2018 | 05h30

Os Correios decidiram fechar nos próximos meses 513 agências próprias e demitir os funcionários que trabalham nelas, o que deve atingir 5.300 pessoas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e é mantida em sigilo pela empresa. Quem participou dela teve de assinar um termo de confidencialidade, o que não é usual. Na lista há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas.

LEIA MAIS EM: Leia o documento dos Correios que decidiu pelo fechamento das agências

Fim de linha. Em São Paulo, serão fechadas 167 agências – 90 na capital e 77 no interior. A decisão causa polêmica dentro dos Correios. O assunto foi tratado como extrapauta na reunião da diretoria sem o anexo da relação de agências. A desconfiança é de que a medida foi tomada para beneficiar os franqueados.

Com a palavra. O ex-presidente dos Correios Guilherme Campos justificou que serão fechadas agências próprias que ficam muito próximas de outras operadas por agentes privados. Ele diz que o número de demissões pode ser até maior. Vai depender da capacidade financeira da empresa para indenizar os trabalhadores.

SINAIS PARTICULARES. Guilherme Campos, ex-presidente dos Correios; por Kleber Sales

Com a palavra 2. A decisão exigiu sigilo, segundo o ex-presidente, porque envolve a demissão de muitos funcionários da empresa. A economia anual com o fechamento das agências somada às demissões é calculada em R$ 190 milhões.

Plano B. O PT não descarta trocar o candidato do partido ao governo paulista, Luiz Marinho, por Fernando Haddad. A avaliação interna é de que ele seria mais competitivo no polarizado cenário com João Doria (PSDB), Paulo Skaf (MDB) e Márcio França (PSB).

Reforço. A preocupação do PT é ficar de fora do segundo turno no Sul e Sudeste. Nessas regiões, a sigla só tem chances em Minas, com Fernando Pimentel, que tenta a reeleição.

Opção. A tese ganhou força após o último Datafolha mostrar Luiz Marinho na lanterna, com 7% das intenções de votos. Só tem um problema: inviabiliza Haddad como “plano B” do PT na disputa presidencial.

Precedente. A decisão da Segunda Turma do STF de retirar das mãos do juiz Sérgio Moro trechos da delação da Odebrecht envolvendo Lula não é inédita.

Pioneiro. Também alvo da Lava Jato, Aldo Guedes conseguiu na Turma que parte das investigações da Refinaria Abreu e Lima migrasse de Curitiba para o Recife.

Do contra. Assim como no caso de Lula, Edson Fachin, relator da Lava Jato, foi o único contra. O ministro entende que as ações têm conexão com o escândalo do petrolão.

CLICK. Em voo da FAB, o governo transferiu de Roraima ontem mais 237 venezuelanos: 69 para São Paulo e 168 para Manaus. Ao todo, já são 480 levados para outros Estados. O Ministério de Desenvolvimento Social coordena o processo de interiorização junto de Forças Armadas e Justiça.

Foto: MDS

Agora é Car Wash. Ex-diretor da PF, Leandro Daiello inaugura carreira de palestrante falando no dia 10 sobre compliance e a Operação Lava Jato em seminário promovido em Nova York pela americana King & Spalding e pela brasileira Warde Advogados. O ex-ministro da CGU Valdir Simão falará sobre leniência

Cada um na sua. A Susep nega ter dado a operadoras de títulos de capitalização permissão para explorarem a mesma modalidade de loteria que está sendo oferecida em concessão no leilão da Lotex.

PRONTO, FALEI!

Heráclito Fortes. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Há 10 anos ninguém tinha coragem de dizer que era de centro ou de direita. Hoje, após o PT no poder, esse campo ideológico está congestionado”, DO DEPUTADO HERÁCLITO FORTES (DEM-PI).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão