Comissão decide sobre uso do fundo eleitoral

Comissão decide sobre uso do fundo eleitoral

Coluna do Estadão

13 Agosto 2017 | 05h30

Reunião da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara, presidida pelo deputado Lúcio Vieira Lima.

Depois de aprovar um fundo de R$ 3,6 bilhões em recursos públicos para bancar campanhas eleitorais, os deputados vão decidir como o dinheiro poderá ser usado pelos partidos. Há duas propostas. A primeira garante às siglas total autonomia no rateio da quantia recebida. Nesse caso, um único candidato poderá receber 100% do bolo. A segunda estabelece que 20% do total deve ser distribuído, de modo igualitário, entre candidatos ao mesmo cargo, na mesma circunscrição. O modelo que prevalecer será incluído em projeto de lei.

Amo muito. Se a bolada do fundo for dividida pelo número de eleitores, cada voto custará ao País R$ 24,98. Dá para comprar um combo de sanduíche, refri e batata do Mc Donald’s.

Dobradinha. Gilberto Kassab (PSD-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) lideram em seus partidos o movimento para derrubar o distritão, que elege o mais votado. “Com eles contra, fica difícil”, diz um peemedebista.


Desarranjo. Diante das divergências entre congressistas, o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), admite que um acordo sobre a reforma política está distante. Ele faz um diagnóstico à mineira: “O trem tá desarrumado”.

Fogo amigo. Tucanos consideraram os ataques do governador de Goiás, Marconi Perillo, à autocrítica que o PSDB fará em seu programa de TV, a pedido de Tasso Jereissati, como uma antecipação da disputa pela presidência nacional da sigla, que será definida em dezembro.

Pisando em ovos. Para não ficar mal nem com João Doria nem com Geraldo Alckmin, o PSDB decidiu que nenhum dos dois aparecerá no programa. Exibirá só uma imagem da cidade de São Paulo.

Na pista. Representante de peso do mercado financeiro avalia que Doria será candidato em 2018 em qualquer cenário, mesmo em disputa contra Alckmin.

 

SINAIS PARTICULARES. Michel Temer, presidente da República //  Ilustração: Kleber Sales

Castigo. Foi grande o constrangimento em reunião no Planalto, na quinta-feira, quando Michel Temer pediu que todos entregassem seus telefones. O alvo era Moreira Franco, que não saía do WhatsApp.

Ufa! A PGR garantiu a Delcídio Amaral que sua delação não será anulada. O alvo seria uma outra, cujas provas teriam sido forjadas.

Um plus. Aliados dizem que a delação do ex-senador foi política e fechou buracos em depoimentos de empreiteiros.

 

 

CLICK. Ao entregar o Centro de Educação Integral Almirante Tamandaré, no Maranhão, o governador Flávio Dino aproveita para jogar xadrez com estudante.

 

Moro vai? O filme “Polícia Federal – A lei é para todos”, sobre a Lava Jato, tem pré-estreia em Curitiba dia 28/8.

Elegível. Jair Bolsonaro poderá disputar a Presidência em 2018, mesmo se condenado pelo STF. Ele é réu por dizer que não estupraria a colega Maria do Rosário. A lei não prevê inelegibilidade nesses casos.

AGENDA

Segunda-feira, 14

Governo deve anunciar revisão das metas fiscais 2017/2018
Com a revisão, os dois orçamentos passam a prever rombo de R$ 159 bilhões. Os números ainda não foram fechados.

Terça-feira, 15

Comissão da Reforma Política conclui votação de novas regras
As propostas devem mudar as regras para as eleições de 2018. Após comissão votar três destaques, texto segue ao plenário.