Comissão de Ética estuda acordo com PGR para trocar dados

Comissão de Ética estuda acordo com PGR para trocar dados

Luiza Pollo

18 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Procuradoria Geral da República Célio Azevedo/Agência Senado

A Comissão de Ética Pública da Presidência e a Procuradoria-Geral da República (PGR) discutem a assinatura de um acordo de colaboração para troca de dados sobre investigações criminais que envolvam autoridades. Integrantes do colegiado e da 5.ª Câmara de Combate à Corrupção do MPF elaboram texto com os pontos do protocolo. Com isso, a Comissão de Ética espera ter acesso as apurações da procuradoria para utilizá-las em processos instaurados pelo colegiado contra ministros e outras autoridades que podem levar a sanções éticas.

Mais munição. Presidente da Comissão de Ética Pública, Mauro Menezes diz acreditar que o acordo com a Procuradoria vai ajudar a aumentar “o controle interno” no governo.

Tem fila. Vários ministros alvos da Lava Jato são investigados pela Comissão de Ética Pública, entre eles Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio). O colegiado tenta desde 30 de outubro conseguir do ministro Edson Fachin, Supremo, áudios que comprometeriam Pereira.

É isso ou isso. Relator da reforma da Previdência, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) condicionou a apresentação de um novo texto ao troca-troca ministerial. Mesmo que seja apenas a votação da idade mínima para as aposentadorias.

Prioridade. Maia prevê que sem isso a votação das mudanças na Previdência ficará para abril, quando os ministros-candidatos têm de deixar o cargo. “Sem reforma ministerial, não vejo como andar nada. Está nas mãos do presidente.”

A base fugiu. A planilha que o deputado Beto Mansur (PRB-SP) vai entregar a Michel Temer no domingo não tem os números de votos para aprovar a Previdência, mas a proporcionalidade que cada bancada deve entregar. Líderes da base dizem que, se contados os votos, não chegam a cem.

Pago depois. A falta de votos tem estimulado o governo cada vez mais a deixar a reforma ministerial para depois da votação da Previdência. O governo só contemplaria com cargos na Esplanada os partidos que efetivamente entregarem os votos das bancadas.

Muito prazer. O ministro Torquato Jardim (Justiça) conheceu o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, seu mais novo subordinado, junto com o presidente Michel Temer, no dia 8 de novembro. Ele recebeu uma foto do delegado para reconhecê-lo na ocasião.

Intimidade. O encontro de Fernando Segovia com o presidente Michel Temer na quinta, 16, no Planalto, chamou a atenção de delegados pelo fato de ele não ter ido acompanhado do ministro. O antecessor, Leandro Daiello, nunca teve agenda com o presidente sem a companhia do chefe. Ele ficou no cargo por quase sete anos.

CLICK. Senador Romário (Podemos-RJ) postou foto na praia com legenda “tá ruim?”, no mesmo dia em que deputados libertam, sob manifestação, aliados da Assembleia do Rio.

Foto Istagram

Grudados. Na semana em que aumentou a pressão do Centrão pela Secretaria de Governo, o presidente Temer demonstrou apreço pelo ministro Antonio Imbassahy ao levá-lo em duas viagens oficiais para Itu (SP) e São Paulo.

 

Sinais Particulares: Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo; por Kleber Sales

 

Em família. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina será palco de eleição inusitada para a escolha do seu novo presidente, na quinta. Concorre ao cargo o casal de desembargadores Cezar Augusto Abreu e sua mulher Maria Santa Ritta.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“Se considerarmos currículo e lealdade, estou bem credenciado para ser ministro”, DO DEPUTADO FEDERAL CARLOS MARUN (PMDB-MS); sobre a disputa do PMDB com o Centrão pelo cargo do Ministério das Cidades.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU VERA ROSA 

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