Combate a fake news pelo TSE gera debate com empresas de tecnologia

Combate a fake news pelo TSE gera debate com empresas de tecnologia

Luiza Pollo

07 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

Gigantes do setor de tecnologia acompanham com atenção as discussões no TSE sobre o combate a fake news na campanha de 2018. Uma das preocupações do setor é com a diferenciação do que é uma manifestação espontânea dos próprios eleitores e do que pode ser configurado como propaganda eleitoral. As empresas também alertam que as determinações judiciais que envolvam retirada de conteúdo deverão conter especificamente o endereço na rede (URL) do material que deve sair do ar, para garantir a remoção do conteúdo correto.

Cada coisa… O “timing” das decisões judiciais é outra preocupação que já foi discutida entre integrantes do TSE com empresas do setor de tecnologia.

…a seu tempo. As companhias alertam que remoção do conteúdo da internet é um procedimento mais rápido do que a identificação do usuário que fez a postagem, mas as decisões judiciais costumam fixar prazo único para as duas coisas.

É guerra. O grupo governista do PSDB recebeu a informação de que a ala pró-Tasso Jereissati quer intervir no diretório do partido no Maranhão para tirar votos do governador de Goiás, Marconi Perillo, adversário de Tasso na disputa pela presidência da sigla.

Nada disso. A direção nacional do PSDB diz que decidiu destituir o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, do comando da sigla no Estado porque não admite a aliança para 2018 com o governador Flávio Dino (PCdoB) e com o PT, defendida por ele.

Cartas na mesa. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, condiciona o desembarque do PSDB do governo Temer, como quer o ex-presidente Fernando Henrique, à escolha do candidato tucano ao Planalto na convenção de dezembro. Se a decisão ficar para depois, ele defende adiar a saída.

SINAIS PARTICULARES: Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República; por Kleber Sales

Entre a cruz… O Centrão resolveu dar uma nova cartada para pressionar Michel Temer a fazer reforma ministerial: ameaça não ajudar a aprovar projetos de lei do Congresso (PLNs), que abrem recursos orçamentários para a União.

…e a espada. Há 33 PLNs na pauta. Sem eles, o governo tem dificuldade de pagar as promessas feitas na votação das denúncias contra Temer.

De uma vez. O plenário do Supremo seguiu o ministro Alexandre de Moraes e decidiu que terá repercussão geral a posição que a Corte tomar com relação às ações que pedem para juízes equiparação de vantagens com o Ministério Público no que diz respeito a diárias e licença-prêmio. Falta a presidente, ministra Cármen Lúcia, pautar a discussão.

Celebridade. O apresentador José Luiz Datena foi convidado por vários partidos a concorrer em 2018, mas ainda não se decidiu. A última proposta foi de Jair Bolsonaro (PSC), pré-candidato ao Planalto, que deseja o jornalista candidato ao governo de São Paulo.

Vida longa. O porta-aviões São Paulo, desativado pela Marinha em fevereiro, pode escapar do destino humilhante de virar sucata.

Transformer. Um consórcio de construtores navais quer propor a transformação do navio de 32,8 mil toneladas e 265 metros em uma ilha de apoio às plataformas marítimas de exploração de petróleo. Poderia abrigar até um hospital.

CLICK. O chefe de gabinete da Casa Civil, general Roberto Severo Ramos, usa o carro oficial para ir na Clínica de Podologia Bio Foot, na 112 Sul, em Brasília. Durante uma hora, ontem, o carro oficial, com motorista, ficou à sua espera. A Lei 1.081/50 diz que o uso do veículo é exclusivo para serviço e proibido  para agendas particulares.

Com a palavra. O general disse à Coluna “sofrer de afecções das unhas, de forma aguda, que requer cuidados especiais por profissionais de saúde. Tal doença faz com que tenha dificuldades locomotoras, por isso a utilização do veículo, neste dia, por motivos médicos”.

 

FOTOS: Naira Trindade

 

Pronto, Falei! 

“Há muita desconfiança no mercado sobre o modelo de privatização da Eletrobras. O Congresso precisa saber da modelagem que o governo quer”, DO DEPUTADO JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM-BA), ex-presidente da Chesf, sobre a decisão do governo de privatizar a empresa.  

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E ROBERTO GODOY  

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão