Base de Temer quer tocar o impeachment de Janot
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Base de Temer quer tocar o impeachment de Janot

Coluna do Estadão

19 Junho 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Governistas vão apertar o cerco contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na semana em que ele pode apresentar denúncia contra Michel Temer. O movimento para emparedar Janot passa por aceitar pedido de impeachment contra ele. A peça não chegou ao Senado, mas é discutida por vários atores e seria assinada por não políticos. A base é a gravação revelada pela IstoÉ de conversa entre dois procuradores, um deles está preso acusado de ter sido comprado pelo delator Joesley Batista, na qual Janot é acusado de perseguir opositores, incluindo o senador José Agripino (DEM-RN), por apoiarem candidato rival a sua sucessão na PGR.

Modelo. O governo já planeja repetir na Reforma da Previdência a mesma estratégia adotada para aprovar a trabalhista no Senado.

Manda logo. O Planalto quer que os senadores aliados antecipem suas sugestões para que o relator na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), as incorpore durante a votação no plenário.

Bom pra todo mundo. Assim, a proposta que for votada na Câmara não precisaria ser alterada no Senado. Numa sondagem preliminar, os senadores aliados defendem ampliar as regras de transição na reforma.

Grato. Se torce o nariz para a oscilação de alguns líderes tucanos, o presidente Temer não economiza elogios para o ministro da Fazenda, Henrique Meireles (PSD), que em nenhum momento da crise ameaçou abandonar o barco.

Missão. Para aliados, o presidente disse que o ministro demonstrou, até agora, saber a importância de seu papel na condução da agenda de recuperação da economia e não sucumbiu à tentação de fazer um voo solo político.

Foto: Facebook Hélder Barbalho

CLICK. Batizado em homenagem a D. Hélder Câmara, o ministro da Integração, Hélder Barbalho, aproveitou Corpus Christi para mostrar foto, ainda criança, ao seu lado.

Cautela… Depois de apanhar nas últimas eleições municipais, líderes petistas avaliam que cada dia de crise no governo Temer somado ao vai-vem do PSDB ajuda o partido a se recuperar.

…e caldo de galinha. Mas os petistas já se preparam para a nova turbulência que virá com a provável condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro. O que deve acontecer até o mês que vem.
Lembra? Foi a primeira-dama Marcela quem avivou a memória de Temer sobre o voo no jato do delator Joesley Batista.

Eu mando. Paulinho da Força anunciou no 8º Congresso da central troca no Ministério do Trabalho, antes mesmo do ministro Ronaldo Nogueira. Sai Carlos Lacerda, da Secretaria de Relações do Trabalho, entra Cicero Firmino.
Na mira. Lacerda é alvo de investigação da PR-DF por conceder registros sindicais a jato. Já foram identificados 5 processos em que a fila foi furada para beneficiar certas categorias.

Às favas. No Facebook, o futuro novo secretário escancara. “Fui indicado pelo Paulinho. Sei da responsabilidade e dos desafios que terei”.

Separados. Antônio Claret (Infraero) e o ministro Mauricio Quintela viajaram para Paris. Enquanto o bilhete do ministro era na classe econômica, o do seu subordinado era na executiva.

SINAIS PARTICULARES – ALEXANDRE DE MORAES
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Novato. Alexandre de Moraes, STF, confidenciou a interlocutores que ficou surpreso com manutenção da prisão de Andrea Neves. Apostava que ela seria transferida para prisão domiciliar.

PRONTO, FALEI!

JOSÉ ANÍBAL, presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), do PSDB

“Desta corrupção devastadora, R$ 53,8 bi foram fraudes do lulopetismo nos fundos de pensão”, sobre o volume da corrupção apurada em operações da PF.

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