Baixo clero quer disputar presidência da Câmara

Baixo clero quer disputar presidência da Câmara

Coluna do Estadão

07 Fevereiro 2018 | 05h30

O baixo clero da Câmara já considera irreversível a candidatura de Rodrigo Maia (DEM) ao Planalto. Tanto que iniciou um movimento para ocupar a vaga dele no biênio 2019-2020. O vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MG), já começa a se posicionar. Embora seja do MDB, ele não tem consenso no partido, mas conta com o apoio de um grupo que, apesar da pouca expressão política, tem muitos votos. No ano passado, Fábio venceu outro emedebista com anuência de 264 deputados. Se for reeleito, espera repetir o feito, mas para um andar acima.

Abandono. O presidenciável Jair Bolsonaro começou a perder apoio entre parlamentares do seu núcleo de influência. O deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), um dos mais empenhados na campanha, decidiu se filiar ao Podemos, que tem o senador Álvaro Dias (PR) como candidato ao Planalto.

A última que morre. Inicialmente desmontado, o gabinete da deputada Cristiane Brasil, na Câmara, começa a ser reorganizado por funcionários. Impedida por uma decisão judicial, ela tenta, há mais de um mês, tomar posse como ministra do Trabalho.


À espera. A condenação do deputado João Rodrigues (PSD-SC) pelo STF não resulta em convocação imediata do suplente, Edinho Bez (PMDB-SC). Substitutos de Paulo Maluf e Celso Jacob nem sequer foram convocados pela Câmara.

Cada um… Os três deputados foram condenados. A decisão sobre os suplentes está na mesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Agrado. Para tentar angariar votos, o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), incluirá no seu texto o direito das viúvas de policiais mortos em combate de receber a pensão integral do marido.

Página virada. A ordem no MDB é encerrar as discussões da reforma da Previdência em 1.° de março. Passado fevereiro, a legenda quer cuidar de filiações e se preparar para a eleição.

Me basto. Apesar de frisar que não tentará reeleição, o ministro Carlos Marun (Governo) avisou que não precisa fazer campanha nas ruas. “Tenho votos sem sair de casa.”

SINAIS PARTICULARES. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo. Por Kleber Sales.

É pra todos. O deputado Francisco Floriano (DEM-RJ) apresentou projeto estendendo para réus em prisão domiciliar o auxílio-reclusão. Polêmico, o benefício quase foi extinto pelo governo em 2017, que recuou após ameaças de rebeliões em presídios.

No papel. A CNBB prepara uma cartilha para orientar os fiéis nas eleições. Ainda em elaboração, o texto pretende ajudar católicos a escolher candidatos. O material será distribuído em abril e incentivará eleitores a votar em políticos com princípios cristãos.

CLICK. Filho de Pedro Collor, autor das denúncias que resultaram no impeachment de Fernando Collor, Fernando Lyra Collor apoia a candidatura do tio à Presidência.

Tá feito. Apesar da crise na segurança pública, o governador Camilo Santana não deve ter problemas para se reeleger no Ceará. Principal adversário, o deputado estadual Capitão Wagner desistiu da corrida e tentará vaga na Câmara.

Obstáculo. Camilo só terá trabalho se o senador Tasso Jereissati decidir disputar o governo para dar palanque a Geraldo Alckmin.

PRONTO, FALEI!

O deputado federal Julio Delgado (PSB-MG) | Ed Ferreira/Estadão

 

“Tem candidato forte hoje que não será lembrado em outubro. Outros aparecerão para ser bem votados”, DO LÍDER DO PSB NA CÂMARA, JÚLIO DELGADO (MG), entusiasmado com Joaquim Barbosa à Presidência.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU ISADORA PERON