Após se lançar candidato, Meirelles teve que se explicar a Temer

Após se lançar candidato, Meirelles teve que se explicar a Temer

Luiza Pollo

24 Fevereiro 2018 | 05h30

Foto: Beto Barata/PR

O ministro Henrique Meirelles telefonou ontem ao presidente Michel Temer para explicar sua declaração ao ‘Estado’ de que pode enfrentá-lo na disputa pelo Planalto. Na conversa, o ministro baixou o tom e disse que todo mundo pode se candidatar, mas não tem sentido a base aliada dividir votos, voltando a defender candidatura única do grupo. Temer respondeu que não vê problemas nos seus movimentos pró-candidatura, mas pediu que o enredo seja ensaiado. O presidente não gostou de ter sido surpreendido pelas declarações do subordinado.

Estilo. A declaração do ministro incomodou também parlamentares do MDB. Um deles compara a reação de Temer com a que teria o ex-presidente FHC. O primeiro é mais frio, enquanto o segundo “estaria rodando a baiana”.

Jogo indefinido. As apostas no PSDB paulista são de que o presidente Temer não será candidato à reeleição e ainda avalia quem irá apoiar na disputa.

Trato é trato. O primeiro passo no acordo entre Geraldo Alckmin e João Doria já foi dado. Arthur Virgílio desistiu de disputar prévias para a vaga de presidenciável da sigla. O segundo será na semana que vem, quando as prévias para a eleição estadual serão reavaliadas. O trato foi revelado pela Coluna.

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O alvo. Aliados de Doria apostam que, dos pré-candidatos ao governo, o mais difícil de ser convencido a deixar a disputa será José Aníbal. Floriano Pesaro comunicou ontem a Alckmin que retira seu nome se Doria for o candidato.

Não voto. Arthur Virgílio deixou a disputa pela vaga de candidato do PSDB ao Planalto atirando. Diz que vai anular seu voto por considerar que “Geraldo Alckmin não tem condições de presidir o Brasil”.

Seu chefe sim… Depois de Temer defender a reforma da Previdência no Programa Silvio Santos, o ministro Henrique Meirelles telefonou para o apresentador do SBT e pediu para ir também. Os dois se conhecem do cabeleireiro Jassa.

…você não. Silvio Santos disse a Meirelles que ele não tinha o perfil para seu programa e ofereceu o do apresentador Ratinho.

Muito barulho por nada. Meirelles gravou com Ratinho, mas a entrevista não foi ao ar porque a reforma da Previdência saiu da pauta.

SINAIS PARTICULARES: Silvio Santos; por Kleber Sales

Minha medalha. O presidente Michel Temer exibiu a quem o visitou ontem pesquisa Ibope mostrando que 84% dos entrevistados no Rio aprovam a intervenção na segurança pública.

CLICK. A Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal de Justiça da Paraíba instalou outdoor no Estado em que se manifesta contrária ao auxílio-moradia.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Mais um. O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, discorda do comentário da presidente Cármen Lúcia de que rediscutir a prisão em segunda instância é “apequenar o Supremo”. Já são 7 ministros a favor de que a presidente inclua o tema na pauta.

Lula lá. Celso de Mello diz que essa é uma “questão básica de direito fundamental, o direito de a pessoa ser presumida inocente”. Uma decisão definitiva sobre o tema interessa em especial ao ex-presidente Lula, já condenado em segunda instância.

É fato. O publicitário Eduardo Fischer nunca trabalhou diretamente para o empresário Joesley Batista, como informou o Estado ontem. Sua agência, há alguns meses, não atende mais empresas da J&F.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Fabio Motta/Estadão

“O projeto Rio de Janeiro a Janeiro vai de vento em popa e os patrocínios e recursos via Lei Rouanet estão saindo”, DO MINISTRO DA CULTURA, SÉRGIO SÁ LEITÃO, negando corte em verbas para a Cultura.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABORARAM PEDRO VENCESLAU E BRENO PIRES