Após demitir Piovesan, Planalto mira secretário que também criticou portaria

Após demitir Piovesan, Planalto mira secretário que também criticou portaria

Coluna do Estadão

02 Novembro 2017 | 05h30

FOTO: reprodução NBR

 

Alvo. Após a demissão da secretária de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, que criticou as mudanças nos critérios para fiscalizar o trabalho escravo, o Planalto mira o secretário de Inspeção do Trabalho, João Paulo Machado, que fez as mesmas críticas em reuniões internas. O assessor endossou parecer da área técnica que apontou vícios técnicos e jurídicos na portaria que ferem o Código Penal, a Convenção 81 da Organização Internacional do Trabalho e ate a Constituição. Machado orienta os fiscais a seguir as normas anteriores à medida.

LEIA TAMBÉM: Exclusivo. Ministra cita escravidão e pede ao governo salário de R$ 61 mil


Vai ficando. Interlocutores do governo dizem que o ministro Torquato Jardim, Justiça, só não será demitido, após dizer que comandantes da PM do Rio são sócios do crime organizado, pela dificuldade em encontrar quem o substitua. O governo não pode trocá-lo por um deputado ou senador, por exemplo, porque os parlamentares candidatos à reeleição precisarão deixar o governo em abril.

CLICK. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, levou na mala do tour que faz no exterior camisas do Botafogo para dar a líderes, como Yuli-Yoel Edelstein, de Israel.

FOTO: Instagram

Fechou. As agências Nova S/B e Lua, que já tinham contrato com a Prefeitura de São Paulo, vão manter a conta na gestão João Doria. A licitação foi homologada ontem pela Secretaria de Comunicação. O contrato é de R$ 100 milhões.

Herança. O processo de licitação foi iniciado na gestão de Fernando Haddad (PT), que definiu o valor. No governo dele o contrato era de R$ 70 milhões.

De todos. Ao pedir votos para a presidência do PSDB, o governador Marconi Perillo (GO) garantiu ter apoio do ex-presidente FHC. Já seu adversário, Tasso Jereissati (CE) diz a aliados que FHC está com ele.

Votem nele. Depois do último bate-boca na bancada do PSDB na Câmara, oito cabeças-pretas do partido seguiram para o gabinete de Tasso Jereissati, no Senado, onde combinaram lançá-lo à presidência do PSDB.

Temor. Tasso confirmou aos deputados que aceita disputar o comando do partido, mas pediu discrição para que não haja nenhum movimento do senador Aécio Neves (MG) para tirá-lo do comando antes da eleição.

PRONTO, FALEI!

“As pessoas estão desprezando as urnas. Vamos buscar votos dos 30% dispostos a eleger alguém”, DO DEPUTADO FEDERAL JÚLIO DELGADO (PSB-MG), sobre os 70% de rejeição da população à classe política.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão