Alckmin e Doria se unem para impedir prévias

Alckmin e Doria se unem para impedir prévias

Luiza Pollo

20 Fevereiro 2018 | 05h30

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, João Doria. Foto: Felipe Rau/Estadão

O grupo do presidenciável Geraldo Alckmin fez um acordo com o do prefeito João Doria. Se o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, desistir de disputar a vaga de candidato do PSDB ao Planalto, também não haverá prévia para a escolha do indicado do partido ao governo paulista. A aliança beneficia Alckmin e Doria, que não precisariam passar pelo desgaste das prévias. Ontem, eles conversaram a sós sobre o processo eleitoral. Na ocasião, o governador admitiu apoiar candidatura própria do PSDB ao governo e não seu vice, Márcio França (PSB).

Água mole… O prefeito de Manaus voltou a ser procurado com novos apelos para que desista das prévias em prol de Alckmin e faça um discurso em nome da unidade do PSDB.

Nem pensar. Os apelos ainda não surtiram efeito. Arthur Virgílio disse à Coluna que não vai desistir da disputa e contou que propôs um debate de quatro horas com Alckmin para que os dois apresentem ao partido suas propostas.

Vai ser difícil. Os candidatos do PSDB ao governo paulista, José Aníbal, Luiz Felipe d’Avila e Floriano Pesaro, também não dão sinais de que vão desistir das prévias por João Doria. Alckmin e Doria têm mais chances nas pesquisas do que seus adversários.

Força eleitoral. Se conseguir o apoio do MDB e do DEM à sua candidatura ao Planalto, Geraldo Alckmin (PSDB) terá o maior tempo de TV entre seus adversários na disputa presidencial. O presidente Temer espera gestos de Alckmin para definir seu candidato.

Golpe de mestre? Quem aposta na candidatura de Temer ao Planalto diz que será possível medir em breve se ele criou seu “plano Real” ao decretar a intervenção no Rio. As medidas nessa área têm resultado mais rápido do que outras como a reforma da Previdência.

Taxa extra. O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) comentou com o presidente Temer ter lido que síndicos estariam sendo extorquidos por bandidos no Rio a pagar um valor mensal se não quisessem ter seus prédios invadidos. Foi Moreira quem levou ao presidente a proposta de intervenção.

Remendo. O governo já avalia a possibilidade de editar um decreto complementar sobre a intervenção no Rio, já que o texto enviado para votação no Congresso não pode ser alterado.

Sinal vermelho. No texto da intervenção, o general Braga Netto não tem autonomia, por exemplo, para alterar o trânsito do Rio caso precise fazer uma operação de confronto.

No forno. O texto complementar ainda está sob análise da área jurídica.

CLICK. Primeiro presidente cassado após a redemocratização, o senador Fernando Collor já tem apoiadores em Brasília para sua nova candidatura ao Planalto.

Aviso prévio. O ministro Eliseu Padilha ligou para Luislinda Valois na última quinta para convidá-la para uma reunião no Planalto, mas ela só apareceu ontem.

Saída honrosa. Foi oferecido à ministra a possibilidade de a demissão sair “a pedido”, o que ela aceitou. No lugar dela entra Gustavo Vale, subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, que passa a contar com prerrogativa de foro.

Sinais Particulares: Luislinda Valois, ex-ministra dos Direitos Humanos; por Kleber Sales

Seu passado. Suplente do deputado Paulo Maluf, Junji Abe (PSD-SP) foi acusado em 2014 de superfaturar R$ 700 mil na contratação de refeições hospitalares para o programa municipal Pró-parto e teve bens bloqueados. Ele nega.

PRONTO, FALEI! 

 

Foto: Divulgação

“A esperança tem duas filhas: a indignação e a coragem”, DO MINISTRO DA CIDADES, ALEXANDRE BALDY, sobre sua batalha para conseguir a retomada dos empréstimos da Caixa aos Estados e municípios.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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