Afagos de Temer a Alckmin não garantem votos para reforma da Previdência

Afagos de Temer a Alckmin não garantem votos para reforma da Previdência

Luiza Pollo

12 Janeiro 2018 | 05h30

Foto: Wilson Pedrosa/Estadão

Os afagos de Michel Temer à candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência, conforme entrevista do presidente ao ‘Estado’, trouxeram um clima de apreensão entre tucanos. O grupo do governador sabe do empenho do Planalto pela aprovação da reforma da Previdência e admite que, mesmo à frente do PSDB, Alckmin terá dificuldades de virar os votos dos 22 deputados federais contrários às mudanças nas aposentadorias. Interlocutores do governador argumentam que, em ano eleitoral, a tendência será de respeitar a posição da bancada na Câmara.

Tá fechado. Após assumir o comando nacional do PSDB, em dezembro, Alckmin conduziu reunião que fechou questão a favor da reforma da Previdência. Mas o acordo não prevê punição a dissidentes.

Passado condena. A posição do governador de São Paulo de não interferir em votos de deputados, a exemplo das denúncias, já incomodou Temer no passado.

Estou trabalhando. As declarações de Temer surtiram efeito também no grupo político do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Logo cedo, o democrata usou as redes sociais para enaltecer sua busca por votos para aprovar as mudanças previdenciárias.

Estratégia. Para se viabilizar como candidato ao Planalto, o presidente da Câmara quer o apoio de pelo menos seis partidos, além do Solidariedade, do PP e do DEM. As alianças devem garantir cerca de 6 minutos de propaganda na TV.

Sem rumo. Após o rebaixamento do Brasil na nota da agência internacional de risco Standard & Poor’s, o articulador político do governo, Carlos Marun, mandou recado aos deputados: “Continuem fingindo que a Previdência não é necessária para vermos onde vamos parar”.

Empurra-empurra. A decisão da S&P acirrou ainda mais os ânimos entre os presidenciáveis Maia e Henrique Meirelles (Fazenda). Enquanto a agência culpou o Congresso pelo rebaixamento, deputados jogaram a responsabilidade para a equipe econômica.

Boicote. Como punição, parlamentares chegaram a ameaçar retaliar o governo na votação da Previdência.

Meu nome é… Presidenciável, o deputado Jair Bolsonaro, que anunciou filiação ao PSL, já definiu seu lema para os dez segundos de propaganda eleitoral na TV durante a campanha.

…Bolsonaro. Em busca de votos dos evangélicos e dos ruralistas, o deputado federal pretende usar duas frases: “em defesa da família brasileira” e “pelo direito de portar armas de fogo em propriedades rurais”.

Acabou? Com pouco tempo para a campanha na TV, o presidenciável quer investir nas redes sociais.

Sinais Particulares: Jair Bolsonaro, presidenciável; por Kleber Sales

CLICK. Um dia antes de ter a nota do País rebaixada, a Fundação Ulysses Guimarães, do MDB, comemorava o índice de inflação em 2,95% com o famoso bordão de Lula.

Divulgação MDB

Narcos. O Exército apreendeu 1,2 tonelada de maconha skank, no Rio Japurá, na Amazônia. Houve tiroteio e dois soldados brasileiros foram feridos. Os traficantes colombianos conseguiram fugir.

No forno. O vereador Eduardo Suplicy (PT) corre para lançar o seu livro sobre os 24 anos que passou no Senado antes das eleições. A obra falará sobre a renda básica de cidadania.

PRONTO, FALEI !

Foto: APCF

“É preciso começar a cumprir a lei e recolher o material genético dos presos para alimentar o banco de dados de DNA”, sobre a precariedade do sistema prisional”, DE MARCOS CAMARGO, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS PERITOS CRIMINAIS FEDERAIS, sobre as rebeliões em presídios.

COM NAIRA TRINDADE (Editora interina) E REPORTAGEM DE LEONEL ROCHA E ISADORA PERON. COLABORARAM ROBERTO GODOY E VERA ROSA

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