Advogados de Lula rebatem crítica de ‘defesa agressiva’

Advogados de Lula rebatem crítica de ‘defesa agressiva’

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Luiza Pollo

15 Dezembro 2016 | 07h15

 

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Advogados de Lula rebateram as críticas do procurador José Robalinho, publicadas pela Coluna do Estadão, de que fazem uma defesa agressiva na Operação Lava Jato. “O dirigente vive uma realidade paralela aos fatos”. Robalinho afirmou não há abuso de autoridade na Operação Lava Jato e que as acusações são parte da ‘estratégia agressiva’ dos advogados do ex-presidente.

Leia íntegra da nota: 

A afirmação do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) de que “na Lava Jato não houve abusos, só os advogados do ex-presidente Lula é que têm usado como tática ser particularmente agressivos” (Coluna do Estadão, 14/12) revela que o dirigente vive uma realidade paralela aos fatos.

Lula e seus advogados têm sido alvo de diversas medidas arbitrárias e ilegais praticadas na Lava Jato desde março de 2016. A denúncia apresentada em 16/09 por um grupo de procuradores da república em rede nacional com uso de PowerPoint, além de claramente ferir garantias fundamentais, mostrou-se completamente equivocada após a coleta do depoimento de 23 testemunhas selecionadas pelo próprio Ministério Público Federal. Essas testemunhas não confirmaram a acusação formulada contra Lula.

Uma das principais funções do Ministério Público, conforme a Constituição Federal, é a de zelar pelo cumprimento do ordenamento jurídico. Interesses corporativos não podem se sobrepor a esse mandamento constitucional.

Os advogados têm assegurado por lei o direito de apresentar questões de ordem em audiência. Se o magistrado se recusa a ouvir e eleva a voz para impedir que os argumentos sejam apresentados, caberia ao Ministério Público intervir a favor dos advogados para assegurar o cumprimento da lei. O que não tem acontecido.

Não é papel do presidente da ANPR emitir opinião sobre processos judiciais estranhos à entidade. Mas se assim o fizer, pelo menos se espera que o dirigente conheça melhor os fatos.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

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