Luciano Huck recebe pesquisas mensais sobre 2018

Luciano Huck recebe pesquisas mensais sobre 2018

Luiza Pollo

24 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Globo/Raquel Cunha

O apresentador Luciano Huck tem acesso a pesquisas mensais para avaliar a sua viabilidade eleitoral. Desde julho, ele recebe os relatórios que mês a mês testam seu desempenho. Os dados revelam crescimento na intenção de voto no apresentador, que estuda se filiar ao PPS para disputar a eleição presidencial de 2018. Em julho, no pior cenário para ele, que inclui o ex-presidente Lula, Huck tinha 8%; hoje ele está com 11%. Sem o petista, o crescimento foi de 9% para 14%. A pesquisa quantitativa foi encomendada por Huck para consumo interno.

Fresquinha. O levantamento mais recente saiu nesta semana. Nela, Huck está em quarto lugar. No cenário sem Lula, o apresentador empata com Marina Silva (Rede) em segundo lugar. Nesse caso, Bolsonaro aparece em primeiro.

Pop. Os dados mostram que Huck cresce nas regiões periféricas nas classes C e D e nas cidades do interior do Nordeste na classe C. Os números têm sido guardados a sete chaves pelo grupo do apresentador e o ajudarão a tomar uma decisão sobre 2018.

Cortina de fumaça. As informações de que Huck decidiu não disputar a eleição de 2018 têm o objetivo de arrefecer a pressão em cima dele, que aumentou após a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos revelar que sua aprovação é de 60%. A interlocutores garante que o martelo ainda não foi batido.

Voo raso. A candidatura do governador Geraldo Alckmin ao Planalto não entusiasma a ala do PMDB ligada a Michel Temer. A avaliação é de que o tucano não decolou. Também há dificuldades porque Alckmin negou apoio a Temer para derrubar as denúncias.

Desconfiados. O nome de Luciano Huck não é levado a sério na ala palaciana do PMDB. Acham que o eleitor é conservador e vai votar em alguém da política. O prefeito João Doria, embora no banco de reservas, não foi descartado, mas depende dele se colocar de novo no jogo.

No jogo. Quem entusiasma o grupo de Temer hoje é o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, pré-candidato do PSDB à Presidência da República. A avaliação é de que o tucano atrairia mais apoios que Alckmin, embora tenha menor chance hoje nas pesquisas.

Gratidão. Na conversa com Antonio Imbassahy, quarta, em que o manteve mais um pouco no cargo, o presidente Michel Temer disse que valoriza a relação pessoal, a lealdade e os resultados. O tucano não perdeu nenhuma votação no Congresso desde que entrou no cargo.

A seu tempo. Imbassahy deixa a Secretaria de Governo nos próximos dias. Se não se mover, Carlos Marun (PMDB-MS) continua com a vaga dele.

Revolta. Aliados esvaziaram jantar oferecido por Michel Temer para tratar da Previdência, ontem, em protesto à “não posse” de Marun.

CLICK. O ministro Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo, despacha com uma caneta do PR, que integra o Centrão, bloco que defende sua saída do governo.

Foto: Andreza Matais

Chacoalhão. A apresentação pessimista do economista Marcos Lisboa, do Insper, no jantar oferecido pelo presidente Temer aos deputados da sua base de apoio, ontem, tinha como título “A janela está se fechando”.

Sola de sapato. O ministro Moreira Franco, Secretaria Geral da Presidência, inicia hoje uma série de visitas pelo Brasil para entregar obras dos programas Avançar e Crescer. Hoje estará em Porto Alegre, amanhã, no Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral. Ele nega que será candidato na eleição de 2018.

Sinais Particulares: Moreira Franco, ministro da Secretaria Geral da Presidência; por Kleber Sales

 

PRONTO, FALEI! 

Foto: Câmara

“A reforma da Previdência não está no kit sobrevivência de quem vai disputar eleições em 2018”, DO DEPUTADO JOSÉ PRIANTE (PMDB-PA), sobre as dificuldades da base em apoiar o texto.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA