Jogos vorazes (ou “quem não sabe brincar não desce pro play”)

No jogo com o PMDB, o governo perde de goleada.

Carlos Melo

24 Fevereiro 2015 | 10h52

Podemos gostar ou não, mas o PMDB joga e joga bem o jogo que sabe jogar. Já o governo tem enorme dificuldade para jogar o jogo que tem que jogar. O Pelé, que  exibia, saiu de campo; retirou-se, ao que parece, até do banco. A oposição nem conta.

 

O problema é que o governo nunca propôs, tampouco, jogar outro jogo. Aferrou-se num jogo de vícios; tornou-se dependente. Também não encontrou outro Pelé; sua substituta toca de lado, faz firula, se esconde, pisa na pelota.

 

Ainda assim, repleto de perebas e pernas-de-pau, o governo entrou em campo como se fosse o dono da bola e pudesse leva-la a qualquer momento; encerrar  a partida, acabar com a diversão de todos.

 

E não pode. Quer dizer, até poderia ir para casa, chorar na cama. Mas, mostra o PMDB, a bola fica. E agora quem dá bola é ele, o PMDB.

 

Quem joga joga, quem não joga bate palma. E a torcida se agita.

 

Ou se muda o jogo ou se perde o jogo. Mas, a tragédia é que o governo parece não ter jogadores nem para este nem para outro jogo qualquer. Sem mais poder determinar as regras, terá que se reinventar. Urgentemente. Até porque, daqui a pouco, será jogo jogado.

 

A expressão é nova, mas faz sentido: “quem não sabe brincar, não desce pro play!”