A importância de um Modelo de Gestão Estratégica

A importância de um Modelo de Gestão Estratégica

Humberto Dantas

07 Dezembro 2017 | 09h43

Autoria: Magda Lisboa é líder MLG e Diretora da Empresa ATTIVA ESTRATÉGIA, tem vasta experiência no setor público e privado.

 

A expressão Modelo de Gestão designa, essencialmente, uma representação idealizada do funcionamento da gestão a ser efetivamente praticada, os arranjos relativos ao “como fazer”. O grande resultado do modelo de gestão quando entendido e executado corretamente é a eficácia dos processos e efetividade dos serviços oferecidos.

Como definição de Gestão Estratégica, esta particularmente há tempos me conquistou: “A Gestão Estratégica é um processo de ação gerencial sistemática e contínua que visa assegurar à organização, simultaneamente, senso de direção e continuidade a longo prazo e flexibilidade e agilidade no dia a dia para a tomada de decisão” (GHELMAN,2006).


O presente artigo tem base empírica e pode ser aplicado em diversas Prefeituras, para discussão sugere-se aplicabilidade em Secretarias de médio e grande porte. Parte-se da premissa que a Prefeitura tem um Plano Estratégico (PE) de curto, médio e longo prazo, sendo o curto prazo negociado com Acordo de Resultados entre as Secretarias; para compor com a gestão orientada a resultados sugere-se um processo de meritocracia. Considera-se também que a Prefeitura tem um Escritório Corporativo de Gestão Estratégica.

Apresentam-se a seguir as fases da metodologia do Modelo de Gestão Estratégica:

A Formulação da Estratégia é onde acontece a formulação da estratégia da Secretaria com base nos elementos do PE da Prefeitura, compreende-se e interpreta-se em grupo a visão de futuro, diretrizes, iniciativas estratégicas e marcos/indicadores. Na compreensão das metas estratégicas para a Secretaria, o Acordo de Resultados (AC) é firmado contemplando as metas do plano estratégico e outras que o escritório corporativo considere conveniente.

A próxima fase diz respeito ao Planejamento e Formulação Interna – é um momento de diagnóstico e planejamento que irá agregar e ajustar as metas anuais da Secretaria às suas necessidades. As críticas veiculadas pela mídia e as demandas da sociedade e do cidadão são analisadas e avaliadas, podendo gerar propostas de ações imediatas ou de criação de novos projetos. São verificadas também grandes oportunidades de melhorias de processos que tenham relevância estratégica. Este momento é o coração pulsante do processo, pois a escolha das metas do AC é um passo fundamental e tem um caráter mandatório, já que define a estratégia, do que será mais relevante e orientador ao longo do ano.

O Desdobramento da Estratégia é a fase do modelo onde a estratégia é desdobrada em um Portfólio de Programas e Projetos ou apenas projetos e também ações imediatas, bem como o desdobramento das metas estratégicas em metas setoriais. A experiência tem demonstrado que o processo da meritocracia é um grande impulsionador para fazer as coisas acontecerem e retirar da zona do conforto. As metas estratégicas desdobradas em metas setoriais envolvem de forma “alavancada” a todos os atores.

A terceira fase do modelo é o Gerenciamento e Execução da Estratégia, começa-se pela etapa Gerenciamento de Projetos, e é muito importante ter um escritório de gerenciamento de projetos e metas com metodologia e ferramentais. O Gerenciamento de Metas é a outra etapa, cujo processo deve tratar da pactuação das metas, da responsabilização, da gestão através de plano de ação, do monitoramento com a comprovação dos resultados e posterior premiação.

A última fase trata da Avaliação e Controle Estratégico – fase do modelo onde acontece uma “realimentação” com informações e decisões para a fase Formulação Estratégica. Trata-se de reuniões de secretariado, reuniões com o escritório corporativo e encontros com o prefeito para decisões de orçamento e aprovação de produtos e serviços.