Aluguel na fatura do cartão de crédito

A partir de agora, quem precisa alugar um imóvel tem mais uma opção para dar como garantia de pagamento, além do fiador, seguro-fiança e cheque caução. A Caixa Econômica Federal lançou ontem o cartão aluguel, um produto – ainda está em fase piloto – que funciona como um cartão de crédito

Marcelo Moreira

21 Dezembro 2010 | 08h25

Ligia Tuon

A partir de agora, quem precisa alugar um imóvel tem mais uma opção para dar como garantia de pagamento, além do fiador, seguro-fiança e cheque caução. A Caixa Econômica Federal lançou ontem o cartão aluguel, um produto – ainda está em fase piloto – que funciona como um cartão de crédito.

“O setor do aluguel terá a mesma facilidade do varejo. Usar o cartão será como comprar uma TV. Além de simplificar a operação, o cartão trará tranquilidade para as imobiliárias, uma vez que a Caixa assume a análise dos riscos do negócio”, diz o vice presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza. Segundo ele, o cartão vai cobrar cerca da metade das taxas cobradas pelo seguro-fiança.

Quem tem renda mínima de R$ 1 mil já pode pedir o cartão nas agências da Caixa ou nas imobiliárias participantes.
Após aprovado o limite, o valor do aluguel virá na fatura do cartão, em 12 parcelas mensais, mais uma taxa mensal de 6,67% e anuidade de R$ 96.

“Se você tem um aluguel de R$ 1 mil, irá pagar R$ 1.067 todo mês (mais a anuidade). Em 12 meses, o inquilino pagará R$ 800 de taxas. Já o seguro fiança equivale em média a uma mensalidade e meia. É como se a pessoa pagasse R$ 1.300 ou R$ 1.500 de taxas ao ano para cobrir os 12 meses”, conta Lenza.

A Caixa fez parceria com quatro imobiliárias para a fase piloto do projeto, que vai até o fim de janeiro. Há dois estabelecimentos em São Paulo (Parceria Imóveis e Koyama Imóveis) e outros dois em Goiás (Tropical Corretora e Leonardo Rizzo Locações Imobiliárias). Mas outras empresas já podem se cadastrar.

Em fevereiro, o cartão será lançado em todo País. “No primeiro ano de funcionamento pleno, queremos atingir 100 mil cartões aluguel vendidos e nos próximos cinco anos um milhão de cartões”, prevê Lenza.

Para o presidente do sindicato do setor de habitação (Secovi–SP), João Crestana, o novo produto veio em boa hora, pois desburocratiza o setor de locação e ajuda a solucionar o déficit habitacional, que já chega a 60% no Estado de São Paulo. “O cartão será importante tanto para a imobiliária quanto para o inquilino.”

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