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TSE rejeita cassação da chapa Dilma-Temer

Gilmar Mendes desempatou julgamento ao votar pela absolvição do presidente; relator Herman Benjamin havia pedido a cassação da chapa de 2014

- PLACAR FINAL : 4 (contra a cassação) X 3 (a favor)  

 

Os principais destaques das sessões desta sexta-feira:

 

- O ministro Herman Benjamin - relator da ação - concluiu no início da tarde desta sexta-feira, 9, a leitura do seu voto e recomendou a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. O peemedebista, porém, se livrou da punição por um placar de 4 votos a 3. 

 

- Na sequência do relator, Napoleão Maia, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira votaram pela absolvição de Temer. Os dois últimos foram nomeados pelo presidente em 2017. Já Luiz Fux e Rosa Weber seguiram Herman e foram favoráveis à cassação. Gilmar Mendes desempatou o placar e votou pela absolvição do presidente. 

 

Em uma crítica aos colegas que se manifestaram a favor da exclusão dos depoimentos dos delatores da Odebrecht, o relator afirmou que não seria 'coveiro de prova viva'. “Como juiz, eu rejeito o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”, ironizou.

 

- 'Sobre eles que caia a ira dos profetas', esbravejou Napoleão na sessão desta sexta-feira. O ministro reagiu à citação de seu nome em reportagem sobre membros do Judiciário que poderiam ter beneficiado delatores da OAS.

 

- Durante julgamento, um filho do ministro Napoleão Nunes Maia passou correndo pelo detector de metais e foi barrado pelos seguranças na porta do plenário. Com roupa esportiva, o intruso demonstrava nervosismo e segurava um envelope amarelo diante de uma barreira de agentes que se formou para detê-lo. Após a chegada de cinegrafistas e fotógrafos, o intruso foi levado pelos seguranças até uma das saídas de emergência do subsolo da corte eleitoral. 




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