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Colunistas do 'Estado' fazem balanço das eleições municipais de 2016

Vera Magalhães e José Roberto de Toledo comentam ao vivo os resultados da disputa eleitoral que terminou neste domingo, 30

O segundo turno das eleições municipais fortaleceu a capilaridade nacional do PSDB (que vai governar 24% do eleitorado nas cidades) e partidos que se alinharam ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas, se a legenda tucana foi a maior beneficiada pelo enfraquecimento do PT, as vitórias mais significativas ontem foram alcançadas por siglas de pouca expressão, como o PRB e o nanico PHS. 

Segundo maior colégio eleitoral do País, o Rio será administrado a partir de 2017 por Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal, que derrotou Marcelo Freixo, do PSOL. Em Belo Horizonte, o empresário e ex-presidente do Atlético-MG Alexandre Kalil (PHS) estreou na política e venceu o candidato tucano João Leite.

A derrota na capital mineira ofuscou o triunfo geral do PSDB – a maior conquista foi alcançada em Porto Alegre, onde Nelson Marchezan Jr. derrotou Sebastião Melo (PMDB) – e representou um forte revés justamente para o presidente nacional da legenda, senador Aécio Neves (MG). Após perder para Dilma em Minas na eleição presidencial e ver seu grupo político ser desalojado do governo do Estado em 2014, Aécio sofreu a terceira derrota consecutiva na terra natal. 

Por outro lado, ainda no universo do PSDB, o segundo turno confirmou o governador paulista, Geraldo Alckmin, como o maior vitorioso das disputas municipais. Em São Paulo, o partido formou um “cinturão azul” e vai governar importantes cidades como São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Preto e Jundiaí. O PT, por sua vez, foi excluído do seu principal reduto, o ABC, e acabou derrotado em todas as principais cidades da Grande São Paulo, região que já foi chamada de “cinturão vermelho”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não votou ontem em São Bernardo do Campo. Segundo o Instituto Lula, o líder máximo petista decidiu não comparecer à urna porque tem 71 anos – a partir dos 70 anos o voto é facultativo. 

As abstenções chegaram a 21,5% do total e o segundo turno das eleições de 2016 registrou também a maior taxa de votos em branco e nulos (14,3%) desde 2004.

Dilma Rousseff também não votou. A presidente cassada tem domicílio eleitoral na capital gaúcha, mas estava em Belo Horizonte visitando a mãe, que está doente. O governo federal comemorou a vitória de partidos da base aliada. “Essa eleição sepulta qualquer tipo de contestação, seja sob o ponto de vista institucional, de legitimidade (do governo)”, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.




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