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Raquel Dodge toma posse como nova procuradora-Geral da República

Cerimônia no Supremo Tribunal Federal conta com a presença do presidente Michel Temer e ministros do governo

Raquel Dodge assume nesta segunda-feira, 18, em cerimônia no Supremo Tribunal Federal, o cargo de procuradora-Geral da República. Ela substitui Rodrigo Janot, que cumpriu o mandato por dois anos.

 

Dodge foi uma escolha pessoal do presidente Michel Temer. Na lista tríplice encaminhada ao presidente pela Associação Nacional dos Procuradores da República, ela ficou em segundo lugar - Nicolao Dino, o atual subprocurador, era o mais cotado para assumir a posição. 

 

A nova procuradora tem um histórico de atuação e conhecimento do andamento de processos sensíveis. Ela atuou na Caixa de Pandora, operação que flagrou o então governador do DF José Roberto Arruda pegando propina.

 

Ministros do STF ouvidos pelo Estado elogiam o perfil da sucessora de Janot, e dizem acreditar que, pela experiência na área do direito penal, ela vai atuar de forma firme e rigorosa, sem comprometer os desdobramentos da Lava Jato. 

 

Mestre em Direito pela Universidade de Harvard e no MPF desde 1987, Raquel Dodge terá de se equilibrar entre as pressões do jogo político de Brasília e as tensões dos grandes casos de corrupção envolvendo políticos.

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  • 08h42

    18/09/2017

    Acaba a cerimônia de posse de Raquel Dodge, que assume o cargo de procuradora-geral da República após quatro anos de Rodrigo Janot

     

    O Estado agradece a audiência. 

  • 08h39

    18/09/2017

    Temer finaliza o discurso, sem citar o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que não está presente no evento de posse.

     

    Janot denunciou o presidente por três crimes. 

  • 08h38

    18/09/2017

    Temer cita a "delicadeza" pessoal e institucional de Raquel, que marcou a posse para um horário em que o presidente pudesse comparecer. 

  • 08h37

    18/09/2017

    O presidente se diz "honrado" em dar posse a Raquel, que ele lembra ser a primeira mulher a tomar posse na PGR. Temer cita diz que ela está "ao lado" de Cármen Lúcia, presidente do STF, Laurita Vaz, presidente do STJ, e Grace Mendonça, advogada-geral da União.

     

     

  • 08h35

    18/09/2017

    Temer diz que "toda vez que há um ultrapasse dos limites da Constituição" verifica-se um "abuso de autoridade"

     

    Temer diz, ainda, que apesar de serem "três poderes da Constituição", não há dúvida que o Ministério Público tem um poder de Estado. "Autoridade Suprema não está nas autoridades constituídas, mas está na Lei".

     

    O presidente fala em harmonia entre os Poderes, mesmo recado de Raquel. 

  • 08h33

    18/09/2017

    "Foi um prazer imenso ouvi-la dando uma aula em seu discurso", diz Temer a Raquel. "Referente aos grandes princípios regentes ao nosso País, todos eles encartados na Constituição de 1988".

  • 08h32

    18/09/2017

    O presidente Michel Temer começa a falar. 

  • 08h32

    18/09/2017

    Raquel termina discurso de posse e é aplaudida

  • 08h31

    18/09/2017

    Cora Coralina é citada pela nova-procuradora geral. 

     

  • 08h31

    18/09/2017

    Raquel cita "novos desafios jurídicos pela frente". 

     

  • 08h30

    18/09/2017

    "A harmonia entre Poderes é um requisito para a estabilidade da nação", diz Raquel. 

  • 08h29

    18/09/2017

    Raquel fala que o Ministério Público zela pelo direitos das minorias e pela liberdade religiosa

  • 08h28

    18/09/2017

    Ao falar de corrupção, Raquel cita frase do Papa Francisco

  • 08h28

    18/09/2017

    Raquel diz que está certa de que "o Ministério Público continuará recebendo do governo federal e do Congresso Nacional" apoio indispensável para o aprimoramento da instituição.

     

    A nova procuradora-geral também fala no dever de cobrar quem gerencia o dinheiro público de fazê-lo de forma honesta.

     

  • 08h26

    18/09/2017

    A nova procuradora-geral diz que o Ministério Público tem a obrigação de exercer igual ênfase na função criminal e na defesa de direitos humanos.

     

    "E deve priorizar a atuação de seus membros na medida adequada de resolver problemas graves que inibem o bom desenvolvimento humano", diz.

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