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Wesley Batista presta depoimento à CPMI da JBS no Senado

O empresário Wesley Batista, irmão de Joesley e um dos sócios da JBS, presta depoimento nesta quarta à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o pagamento de propinas pelo grupo

Apesar da tentativa da defesa de adiar o depoimento, o executivo Wesley Batista teve de comparecer ao Senado nesta quarta-feira, 8, para reunião conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES. A sessão começou por volta das 10 horas. Depois de se manifestar lamentando "estar preso por dizer a verdade", Wesley permanece sem responder nenhum questionamento dos senadores. Indignados e relatando vários casos sobre corrupção envolvendo a JBS, os parlamentares decidiram mantê-lo presente. "Não vou responder, conforme orientação da minha defesa", repete, a cada fala dos senadores.

Acompanhe a transmissão ao vivo pela TV Senado:

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  • 10h52

    08/11/2017

    "Em eventual depoimento sem autorização expressa do MPF, eu poderia estar colocando em risco meu acordo e prejudicar a delação. Estou preso por crime que jamais cometi. Jamais descumpri o acordo com o MPF. Tão logo a situação seja resolvida, com autorização expressa da PGR, me comprometo a prestar todos os esclarecimentos necessários", disse Wesley.

  • 10h35

    08/11/2017

    Lembrando: Wesley Batista está preso há quase dois meses, assim como o irmão, Joesley, acusado de insider trading - lucro indevido com informações privilegiadas no mercado financeiro. Eles teriam feito transações com dólares para lucrar no dia da divulgação de suas delações premiadas, que abalaram o mercado em maio.

  • 10h28

    08/11/2017

    Sessão segue com senadores apresentando relatos sobre corrupção envolvendo a JBS no BNDES e nos casos recentes investigados pela Lava Jato.

    Wesley apenas repete: "Com todo respeito, não vou responder, conforme orientação da defesa."

    Werther Santana

  • 10h24

    08/11/2017

    "Parece que vamos ter mais uma sessão de banho de sol. É óbvio que compreendemos o direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo. Mas não consigo entender como o senhor pode perder a oportunidade de aqui, diante do povo brasileiro através de seus representantes, prestar esclarecimentos.

    Parece que aqui vamos apenas falar. Tudo bem, parlamento é para 'parlar'. Mas seria interessante termos diálogo", diz o relator da CPMI, senador Roberto Rocha (PSB-MA).

  • 10h19

    08/11/2017

    Senadores presentes propõem que, mesmo negando se manifestar, Wesley permaneça na sessão para ouvir todos os questionamentos em relação ao pagamento de propinas pela empresa a políticos. A reunião é conjunta da CPMI da JBS e da CPI do BNDES.

  • 10h14

    08/11/2017

    "Ele vai invocar a garantia constitucional do silêncio", conclui o advogado.

  • 10h14

    08/11/2017

    Orientação é da defesa técnica, ressalta o advogado. Antes da sessão, a defesa de Wesley havia tentado adiar a convocação para o depoimento.

  • 10h13

    08/11/2017

    Diante da negativa do empresário em depor, o presidente da CPMI da JBS, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) propõe que ele fale em uma sessão fechada aos senadores. Um dos advogados de defesa de Wesley, Ticiano Figueiredo, diz que o 'imbróglio' atual não permite depoimento.

  • 10h11

    08/11/2017

    Fala de Wesley Batista no início da sessão:

    "Não me arrependo de ter decidido colaborar com a Justiça brasileira. Quando resolvemos fazer acordo - por sinal, o mais eficaz feito até agora no País - não tínhamos ideia do quanto isso afetaria nossas vidas e de nossas famílias. Não é fácil, é solitário, dá medo e causa muita apreensão.

    Hoje, na condição em que me encontro, descobri que é um processo imprevisível e inseguro para quem decide colaborar. Mas eu sigo acreditando na Justiça brasileira. Acredito que estamos vivendo um profundo retrocesso naquilo que eu imaginava ser um avanço. O que estamos vendo são delatores serem perseguidos por verdades que disseram.

    Delatores fizeram o Brasil se olhar no espelho. Mas, como ele não gostou do que viu, delatores estão presos e delatados estão soltos.

    Em eventual depoimento sem autorização expressa do Ministério Público Federal, eu poderia estar colocando em risco meu acordo e prejudicar a delação. Estou preso por crime que jamais cometi. Jamais descumpri o acordo com o MPF. Tão logo a situação seja resolvida, com autorização expressa da PGR, me comprometo a prestar todos os esclarecimentos necessários."

  • 10h10

    08/11/2017

    Em poucos minutos de fala, Wesley diz que não vai prestar depoimento para não prejudicar ainda mais seu acordo de delação premisada com o MPF.

  • 09h56

    08/11/2017

    A sessão da CPMI na qual o executivo Wesley Batista será ouvido deve começar em instantes no Senado.

    Foto: Werther Santana/Estadão

    Werther Santana/Estadão

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